Navio russo suspeito é investigado na França por envolvimento em ataques com drones na Dinamarca
A Justiça francesa iniciou investigação contra o navio russo Pushpa, atualmente ancorado próximo ao parque eólico de Saint-Nazaire, na costa atlântica. A embarcação, registrada em Benim e sancionada pela União Europeia e Reino Unido, é suspeita de envolvimento em ataques com drones que paralisaram o aeroporto de Copenhague. Enquanto o Kremlin nega envolvimento e denuncia ações provocativas de países estrangeiros, a Marinha francesa acompanha a situação.
A Justiça francesa iniciou investigação contra o navio russo Pushpa, atualmente ancorado próximo ao parque eólico de Saint-Nazaire, na costa atlântica. A embarcação, registrada em Benim e sancionada pela União Europeia e Reino Unido, é suspeita de envolvimento em ataques com drones que paralisaram o aeroporto de Copenhague. Enquanto o Kremlin nega envolvimento e denuncia ações provocativas de países estrangeiros, a Marinha francesa acompanha a situação.
O navio russo Pushpa, também conhecido por Boracay e Kiwala, está sob investigação das autoridades francesas desde 29 de setembro de 2025. A embarcação, construída em 2007, foi identificada por autoridades dinamarquesas como uma das três embarcações suspeitas de lançar drones que sobrevoaram pontos estratégicos, incluindo o aeroporto de Copenhague e a maior base militar da Dinamarca, em 22 de setembro.
A União Europeia suspeita que o Pushpa transporte petróleo bruto evitando radares de sanções, enquanto o Reino Unido acusa a embarcação de atuar na desestabilização da Ucrânia.
A França, por meio da Procuradoria de Brest, abriu uma investigação por "falta de documentação" e "resistência à autoridade" após a tripulação do Pushpa não fornecer provas de sua nacionalidade e desobedecer às ordens das autoridades francesas. O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou apoio à investigação, destacando a preocupação com a chamada "frota fantasma" russa, composta por embarcações que operam para contornar sanções internacionais, segundo informações da agência Reuters.
O Pushpa partiu do porto russo de Primorsk em 20 de setembro e navegou por águas do Báltico e do Mar do Norte antes de se aproximar da costa francesa. A embarcação foi monitorada por uma fragata francesa, que a acompanhou até que alterasse sua rota em direção à costa francesa. O Kremlin afirmou não ter informações sobre o navio, mas criticou ações provocativas de alguns países estrangeiros.
Ataques com drones em Copenhague
Além da investigação francesa, o Pushpa também está sendo investigado por autoridades dinamarquesas devido à sua possível ligação com os ataques com drones que afetaram o aeroporto de Copenhague. A Dinamarca considera a possibilidade de um ataque híbrido, embora não haja evidências diretas de envolvimento estatal russo.
A "frota fantasma" russa é composta por embarcações que operam com identidades falsas ou sob bandeiras de conveniência para evitar sanções internacionais. Essas embarcações são frequentemente usadas para transportar petróleo russo de forma clandestina, burlando os mecanismos de monitoramento e controle estabelecidos por organismos internacionais.
O caso do Pushpa destaca a complexidade das operações marítimas clandestinas e a necessidade de uma cooperação internacional mais eficaz para combater atividades ilícitas no setor marítimo. As investigações em curso poderão fornecer informações cruciais sobre as redes de transporte de petróleo russo e suas supostas implicações para a segurança internacional.
RFI e agências