Air France e Aibus vão recorrer da decisão que condena as empresas pela queda do voo AF 447
O fabricante europeu Airbus e a companhia aérea Air France anunciaram nesta quinta-feira (21) que irão recorrer à Corte de Cassação após a condenação por homicídio culposo, divulgada hoje. As empresas foram condenadas à pena máxima pelo acidente que matou 228 pessoas há 17 anos.
No comunicado, a Air France diz que "tem consciência de que esse recurso prolonga um processo já longo, especialmente para as famílias e os entes queridos das vítimas, mas lembra que a responsabilidade penal da companhia já foi descartada duas vezes pela Justiça".
"Air France sempre guardará na memória a lembrança das vítimas desse terrível acidente e expressa sua mais profunda compaixão às suas famílias e aos seus entes queridos", acrescenta o texto.
Já a Airbus disse que reconhece a decisão, mas que a medida do Tribunal de Apelação de Paris "contradiz as conclusões apresentadas pelo Ministério Público e a decisão de arquivamento emitida pelos juízes de instrução em 2019, bem como as conclusões do Ministério Público em primeira instância e a sentença absolutória proferida em 2023". Com isso, a empresa também vai recorrer.
Em comunicado, a Airbus afirmou ainda "expressar suas mais profundas condolências e seu apoio inabalável às famílias e aos entes queridos das vítimas desse trágico acidente".
Os familiares de alguns dos passageiros e membros da tripulação mortos no acidente estavam presentes nesta quinta‑feira para ouvir a decisão do Tribunal de Apelação, após anos de batalhas judiciais. As associações de famílias declararam que a condenação representa o reconhecimento de seu sofrimento.
O voo AF 447, que havia decolado do Rio de Janeiro com destino a Paris, desapareceu das telas de radar em 1º de junho de 2009, com 228 pessoas a bordo e passageiros de 33 nacionalidades diferentes.
As caixas‑pretas do Airbus A330 operado pela Air France foram encontradas dois anos após o acidente no oceano Atlântico. Elas permitiram estabelecer que o congelamento das sondas Pitot, responsáveis por medir a velocidade da aeronave, ocorrido durante uma forte tempestade, foi a origem da perda de controle do avião, já que os pilotos ficaram sem indicações de velocidade e se basearam em uma altitude incorreta.
Com AFP
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.