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Morte de professora vítima de homofobia na França reforça debate sobre assédio e suicídio

No dia 1º de setembro, data marcada pela volta às aulas na França, a professora Caroline Grandjean, ex-diretora de uma escola primária em Moussages, no Cantal, no centro sul da França, tirou a própria vida após meses de assédio homofóbico e abandono institucional.

2 set 2025 - 16h09
(atualizado às 16h15)
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No dia 1º de setembro, data marcada pela volta às aulas na França, a professora Caroline Grandjean, ex-diretora de uma escola primária em Moussages, no Cantal, no centro sul da França, tirou a própria vida após meses de assédio homofóbico e abandono institucional.  

Pais acompanham seus filhos à escola primária Jean de la Fontaine, por ocasião do início do ano letivo escolar, em Issy-les-Moulineaux, no sul de Paris, em 2 de setembro de 2024. (Imagem ilustrativa)
Pais acompanham seus filhos à escola primária Jean de la Fontaine, por ocasião do início do ano letivo escolar, em Issy-les-Moulineaux, no sul de Paris, em 2 de setembro de 2024. (Imagem ilustrativa)
Foto: AFP - THIBAUD MORITZ / RFI

O caso da professora francesa Caroline Grandjean, casada com uma mulher, foi revelado pelo autor de quadrinhos francês Remedium e causou comoção no país.

Em uma publicação, ele expôs não apenas a violência sofrida por Caroline, que encontrou pichações ofensivas e até uma ameaça de morte na caixa de correio da escola, mas também a ausência de apoio por parte da comunidade escolar, da prefeitura e do próprio Ministério da Educação, que tentou transferi-la contra sua vontade.  

Sem conseguir retornar ao trabalho, Caroline teve de se afastar e entrou com uma denúncia formal, informando os pais dos alunos sobre a situação. Ela diz não ter recebido "nenhum apoio" por parte dos pais ou da prefeitura, que chegaram a reclamar "junto à inspeção, por se sentirem desconfortáveis com sua mensagem".  

A inspetora então repreendeu Caroline Grandjean por sua comunicação, conforme relatado por ela. 

"Esse assédio a destruiu, e ela preferiu dizer basta. Ainda mais porque não recebeu apoio nem da instituição, nem da prefeitura, que achava que essa história arranhava a imagem do vilarejo", denunciou Thierry Pajot, secretário-geral do sindicato dos diretores e diretoras de escola (S2DE), ao jornal Le Parisien.

OMS alerta para necessidade de intensificar ações contra suicídio

Um relatório divulgado nesta terça-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o suicídio representa 1 em cada 100 mortes no mundo, sendo uma das principais causas de óbito entre jovens em todos os contextos socioeconômicos.

Em 2021, cerca de 727 mil pessoas morreram por suicídio, e os avanços para reduzir essas taxas estão muito aquém do necessário. A meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que prevê uma redução de um terço até 2030, corre o risco de não ser atingida — a estimativa atual aponta para uma queda de apenas 12% nos próximos cinco anos. 

A OMS destaca que transtornos mentais como ansiedade e depressão afetam mais de um bilhão de pessoas, com impacto crescente entre os jovens, especialmente após a pandemia de Covid-19 e a intensificação do uso de redes sociais.  

Caroline, que enfrentava não apenas o assédio externo, mas também a indiferença institucional, representa uma face concreta dessa crise silenciosa. 

De acordo com o alerta da OMS, a transformação dos serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública mundial. O custo humano e econômico é imenso — a depressão e a ansiedade, sozinhas, geram perdas de até 1 trilhão de dólares por ano à economia global, segundo a OMS. 

(Com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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