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Macron anuncia que vai proibir uso de celulares em escolas francesas de ensino médio

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta sexta-feira (28) que pretende, "sem dúvida", ampliar para o ensino médio a proibição do uso de celulares a partir do próximo ano letivo, que começa em setembro de 2026 na França. A medida já está em vigor em todos os estabelecimentos do ensino fundamental.

28 nov 2025 - 12h15
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"A proposta foi implementada nos colégios de forma experimental e generalizada em setembro do ano passado, e está funcionando relativamente bem", declarou o chefe de Estado durante um encontro com leitores dos jornais regionais do grupo francês Ebra, em Mirecourt, no leste da França.

O presidente francês, Emmanuel Macron, durante um encontro com leitores de jornais regionais no leste do país. Em 28 de novembro de 2025.
O presidente francês, Emmanuel Macron, durante um encontro com leitores de jornais regionais no leste do país. Em 28 de novembro de 2025.
Foto: AFP - SEBASTIEN BOZON / RFI

"A partir do próximo ano letivo, queremos instaurar essa medida no ensino médio para levar essa iniciativa até o fim. Escola não é lugar de celular, é um lugar para aprender e trocar ideias", declarou. Segundo o presidente francês, a proposta está sendo analisada pelo ministro da Educação, Édouard Geffray, que assumiu a pasta na última reforma ministerial, em outubro.

A "pausa digital" (proibição total do uso de celulares no colégio) está sendo adotada em todos os estabelecimentos de ensino fundamental neste ano, após ter sido testada no ano passado em cerca de cem colégios franceses.

O telefone já é proibido da educação infantil ao ensino fundamental por uma lei de 2018, mas essa regra nem sempre é respeitada. O novo dispositivo visa reforçar sua aplicação e obriga os alunos a deixarem o objeto em armários, maletas ou bolsas.

Há três dias, a deputada Laure Miller, do partido governista Renascença, propôs uma lei para "ampliar nos estabelecimentos do ensino médio a proibição do uso de celulares, da mesma forma que em outros estabelecimentos escolares". Amparar legalmente a medida permitiria ações mais rápidas para proteger, por exemplo, vítimas de cyberbullying, defende o governo francês.

Nesta sexta, durante o mesmo evento, Macron também disse que pretende instaurar a possibilidade de uma ação judicial "em caráter de urgência" contra "informações falsas" ou "que atentem contra" a dignidade de uma pessoa e que são divulgadas nas redes sociais. "Nesta semana, presidi um Conselho de Defesa sobre a luta contra a desinformação, onde pedi ao governo que me apresentasse um relatório até o fim do ano sobre a questão", declarou o chefe de Estado.

"Não corta o mal pela raiz"

A rádio francesa Franceinfo ouviu diretores de colégios onde a medida "celular em pausa" já foi adotada. Segundo eles, o dispositivo é útil, mas não "corta o mal pela raiz". "A maioria dos problemas ligados às redes sociais que preciso gerenciar no meu estabelecimento começa fora do colégio", lembra Audrey Chanonat, diretora de um estabelecimento em Cognac, no sudoeste da França.

"Os alunos criam um grupo no WhatsApp, trocam xingamentos às 22h de seus quartos e as consequências são apenas visíveis no dia seguinte, na frente ou dentro da escola", descreve.

A questão financeira e logística também é citada pelos estabelecimentos, que já funcionam com um orçamento reduzido. "Quando temos € 104 mil anuais para manter um colégio com 820 crianças, e novas orientações chegam de surpresa, não temos condições de nos adaptar", resume o diretor do colégio Jean-Lurçat em Ris-Orangis, na região parisiense. Ele acrescenta que "não tem o direito" de verificar a mochila de um aluno que afirma ter deixado o celular em casa.

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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