França relembra um ano dos Jogos Olímpicos de Paris e avalia o legado esportivo
A França vai lembrar neste sábado (26) a passagem de um ano do início dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, um "parêntese encantado" na história do país, destaca o jornal Libération desta sexta-feira (25). De acordo com o diário, entre os cortes de orçamento e as promessas não cumpridas, "o legado olímpico está longe do esperado".
A França vai lembrar neste sábado (26) a passagem de um ano do início dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, um "parêntese encantado" na história do país, destaca o jornal Libération desta sexta-feira (25). De acordo com o diário, entre os cortes de orçamento e as promessas não cumpridas, "o legado olímpico está longe do esperado".
A data será lembrada com um série de eventos, como uma descida de caiaque e provas de natação no rio Sena. Será uma ocasião para a população reviver os momentos de glória da capital francesa, um ano atrás. Porém, o corte de € 300 milhões no orçamento do Esporte desde o início do ano preocupa atletas e federações.
"Nós provamos que podíamos fazer a França brilhar", diz a esgrimista medalha de ouro Manon Apithy-Brunet, revelando a decepção de muitos atletas com a falta de continuidade de políticas para incentivar o esporte. Pelo contrário, "a maioria dos atletas paralímpicos disseram que nada mudou em suas vidas", cita a reportagem do Libération.
O diário admite, no entanto, que muitas promessas foram cumpridas, como a melhoria dos transportes, a balneabilidade no rio Sena, a criação de infraestruturas esportivas em áreas pobres. Porém, segundo associações de atletas, todas são conquistas materiais e que não foram seguidas de um projeto maior de incentivo para "fazer da França uma potência no esporte".
Em 2023, o presidente Emmanuel Macron prometeu € 99 milhões para reformas e construção de instalações esportivas em bairros carentes de infraestrutura, especialmente nas periferias. No entanto, o programa sofreu um corte de € 23 milhões em 2025.
A ex-ministra do Esporte Amelie-Oudea Castera lamenta essa drástica redução do orçamento do Estado para o setor. Em um artigo de opinião publicado no jornal Les Echos, ela diz que "os cortes são injustos, excessivos e de efeitos perigosos". Ela destaca que a cada ano, o sedentarismo custa € 160 bilhões ao país, enquanto o esporte representa menos de 0,1% do orçamento público. Ela destaca, no entanto, que desde 2021, mais de 5.600 quadras esportivas foram construídas no país e que a manutenção dessa infraestrutura é essencial para a saúde da população.