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França anuncia ataques no Iraque e decreta luto por refém

O país aumentará o apoio à oposição na Síria e reforçará a segurança em locais públicos e transportes contra ameaça jihadista em seu território

25 set 2014
09h54
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A França realizou nesta quinta-feira uma segunda série de bombardeios no Iraque em uma semana e determinou que as bandeiras fiquem a meio mastro por três dias, após o assassinato de um refém francês na Argélia.

<p><span style="font-size: 15.1999998092651px;">O presidente francês decretou que as bandeiras permaneçam a meio mastro na sexta-feira, sábado e domingo em homenagem a Gourdel</span></p>
O presidente francês decretou que as bandeiras permaneçam a meio mastro na sexta-feira, sábado e domingo em homenagem a Gourdel
Foto: EFE en español

"Novos bombardeios aconteceram esta manhã no Iraque", declarou o porta-voz do governo francês, Stéphane Le Foll.

O presidente francês, François Hollande, decretou que as bandeiras permaneçam a meio mastro na sexta-feira, sábado e domingo em homenagem a Hervé Gourdel, refém francês executado na quarta-feira na Argélia pelo grupo Yund al-Jilafa (Soldados do Califado), vinculado à organização Estado Islâmico (EI), em represália aos bombardeios franceses no Iraque.

O presidente lembrou aos ministros os três princípios que segundo ele guiam a ação da França: a determinação, o sangue frio e a vigilância para proteger os franceses tanto dentro como fora das fronteiras nacionais.

Hollande também ressaltou a necessidade de união e de coesão e anunciou que esta mesma manhã foi realizada uma nova intervenção aérea no Iraque.

<p>Refém francês foi decapitado por grupo jihadista na Argélia</p>
Refém francês foi decapitado por grupo jihadista na Argélia
Foto: AFP

"A França não cederá jamais. Não se deixa intimidar", acrescentou o primeiro- ministro, Manuel Valls, em reação à morte do refém francês pelo grupo Jund al Jilafa, que o tinha sequestrado no domingo nas montanhas da Cabília, ao leste da Argélia.

A reunião desta manhã, na qual também participou Valls, buscava examinar a estratégia da campanha de bombardeios no Iraque, iniciada na sexta-feira passada, e as consequências da morte de Gourdel para a segurança interior e exterior.

O Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM), principal comunidade muçulmana da Europa, convocou os muçulmanos e seus amigos para um encontro na sexta-feira diante da mesquita de Paris para homenagear o refém executado.

"O momento de recolhimento e solidariedade pretende denunciar o horror bárbaro e sanguinário dos terroristas vinculados ao grupo Estado Islâmico", afirma um comunicado.

A Coordenadoria de Cristãos do Oriente em Perigo anunciou que participará na manifestação e convocou outra concentração para domingo em Paris.

Paris e outras cidades reforçam segurança
A França aumentará o apoio à oposição moderada na Síria e reforçará a segurança em locais públicos e transportes para enfrentar a ameaça jihadista em seu território, anunciou a presidência francesa em um comunicado.

Paris também pretende ajudar outros países na luta contra os jihadistas estrangeiros, caso estas nações solicitem, afirma o comunicado do Palácio do Eliseu, divulgado um dia depois da decapitação de um refém francês por um grupo argelino vinculado à organização Estado Islâmico (IS).

Com informações da AFP e EFE.

Desvendando o Estado Islâmico Desvendando o Estado Islâmico

Fonte: Terra
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