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Hollande confirma morte de refém francês na Argélia

Presidente francês classificou o assassinato como sendo "cruel e covarde" em discurso em Nova York nesta quarta-feira

24 set 2014
15h43
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O presidente afirmou que o sequestrado francês foi morto na Argélia de forma cruel
O presidente afirmou que o sequestrado francês foi morto na Argélia de forma cruel
Foto: Mike Segar / Reuters

O presidente da França, François Hollande, confirmou nesta quarta-feira a morte do cidadão francês Hervé Gourdel, sequestrado no último domingo na Argélia por um grupo vinculado ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Gourdel "foi assassinado vil e cruelmente", afirmou Hollande para jornalistas em Nova York, onde se encontra para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Hollande afirmou que a agressão reforça a vontade da França de manter sua intervenção no Iraque e adiantou que amanhã haverá no Palácio do Eliseu, sede da presidência, uma reunião do Conselho de Defesa para analisar as operações em andamento.

"A França não cede perante o terrorismo nem cederá jamais, porque é seu dever e sua honra", acrescentou o presidente. Hollande disse que Gourdel "morreu porque era francês, porque seu país combate o terrorismo, porque representava um povo que defende a liberdade humana frente à barbárie".

O cidadão francês, de 55 anos e pai de família, foi capturado pelo grupo Jund al Jilafa (Soldados do Califado), vinculado ao EI, na região da Cabília, a cerca de 100 ao leste de Argel.

Gourdel foi sequestrado quando praticava montanhismo com argelinos, que foram rapidamente libertados.

A organização terrorista ameaçou ontem matá-lo se em um prazo de 24 horas a França não interrompesse suas operações contra os jihadistas no Iraque, que se iniciaram na sexta-feira passada.

"A determinação da França é total e esta agressão nada mais faz do que reforçá-la", disse Hollande. O presidente garantiu que a operação militar aérea no Iraque será mantida "todo o tempo que for necessário".

O presidente francês renovou além disso sua chamada para se reforçar e a vigilância dos franceses no exterior e pediu para que "para que ninguém se exponha a um risco inútil".

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EFE   
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