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Fechamento de vitrines em Amsterdã revolta prostitutas

Cerca de 115 das 500 vitrines do bairro já foram fechadas

9 abr 2015 - 16h21
(atualizado às 22h53)
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Prostitutas dos EUA e Holanda devem vir ao Brasil
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Foto: AFP

A proposta de reformar e fechar algumas vitrines do célebre "distrito da luz vermelha" da prefeitura de Amsterdã provocou a revolta de prostitutas e simpatizantes, que saíram às ruas nesta quinta-feira em repúdio à intenção da administração municipal.

"Cerca de 250 pessoas participaram de uma manifestação no distrito da luz vermelha para protestar contra o fechamento das vitrines", informou à AFP um porta-voz da polícia da capital holandesa, Marjolein Koek.

As prostitutas usavam máscaras para evitar serem reconhecidas e levavam cartazes onde se lia "não nos salvem, salvem nossas vitrines" ou "parem de fechar nossas vitrines", segundo imagens divulgadas pelo canal de televisão estatal NOS.

Prostitutas estimam que os projetos da cidade as privam de um local de trabalho seguro
Prostitutas estimam que os projetos da cidade as privam de um local de trabalho seguro
Foto: Peter Dejong / AP

A cidade de Amsterdã quer fechar parte dos famosos bordéis do Red Light District para lutar contra a criminalidade e o tráfico de seres humanos, de acordo com a imprensa holandesa.

Cerca de 115 das 500 vitrines do bairro já foram fechadas.

As prostitutas estimam que os projetos da cidade as privam de um local de trabalho seguro.

Câmera entra no meio de 'guerra de tomates':

"O sexo é uma profissão legal na Holanda e nós precisamos de apoio, queremos ser levadas a sério pelos políticos", reclamou uma porta-voz das prostitutas, que se manteve em anonimato, citada pela agência de notícias ANP.

"Nós ainda somos tratadas como párias e estamos sendo colocadas pra fora do bairro sem que ninguém pedisse nossa opinião", acrescentou.

Prostitutas usavam máscaras para evitar serem reconhecidas e levavam cartazes
Prostitutas usavam máscaras para evitar serem reconhecidas e levavam cartazes
Foto: Peter Dejong / AP

Durante o evento, muitas vitrines famosas permaneceram vazias. Um cartaz colado a uma janela acusava o prefeito: "Você está roubando nossos empregos".

Cerca de 7.000 pessoas trabalham no ramo do sexo tarifado em Amsterdã, e 75% delas vêm de países de baixa renda, especialmente do leste europeu, segundo a prefeitura da cidade.

A prostituição foi legalizada na Holanda no ano 2000.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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