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Diretor da CIA visita Moscou para reuniões com autoridades russas, segundo imprensa dos EUA

O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Moscou na terça-feira (25), segundo informações da emissora americana CBS e do site Axios. Até o momento, nem Washington nem Moscou confirmaram oficialmente a viagem.

25 ago 2026 - 15h35
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Resumo
O diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma rara visita a Moscou para reuniões com autoridades russas, segundo a imprensa americana. A viagem, não confirmada oficialmente por Washington ou pelo Kremlin, é a primeira de um chefe da agência à capital russa desde 2021. Embora a pauta não tenha sido divulgada, analistas apontam que as conversas envolveram o conflito na Ucrânia, as tensões com o Irã e possíveis negociações para a troca de prisioneiros entre os dois países.

John Ratcliffe participou de reuniões com autoridades russas, de acordo com a Axios e a CBS News, que citaram fontes não identificadas. Os dois veículos não informaram com quais autoridades russas ele se reuniu nem qual foi a pauta das discussões.

John Ratcliffe, diretor da CIA, em frente à Casa Branca, em Washington, em 13 de julho de 2026.
John Ratcliffe, diretor da CIA, em frente à Casa Branca, em Washington, em 13 de julho de 2026.
Foto: © Saul Loeb / AFP/Archivos / RFI

O motivo da viagem, a primeira visita conhecida de John Ratcliffe à Rússia desde que assumiu o cargo em 2025, ainda não foi divulgado. Esta também seria a primeira visita de um diretor da CIA à capital russa desde a ida de William Burns. O antecessor de Ratcliffe, se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin, em novembro de 2021, cerca de três meses antes de o Kremlin ordenar a invasão da Ucrânia.

Avião militar americano em Moscou

Um avião militar dos Estados Unidos aterrisou nesta terça-feira em Moscou. A aeronave decolou nesta manhã da Letônia com destino ao Aeroporto de Vnukovo, na capital russa, de acordo com dados do site de monitoramento de voos Flightradar24.

A aeronave havia voado anteriormente, no domingo, da Base Aérea de Andrews, próxima a Washington e utilizada para deslocamentos de altas autoridades, até Riga, capital da Letônia. O mesmo avião deixou a capital russa no início da noite de terça-feira.

A CIA se recusou a comentar o assunto. A Rússia também se negou a confirmar a visita. Questionado durante sua coletiva diária, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, respondeu que "não tinha essa informação". Ele também havia afirmado anteriormente que nenhuma reunião com representantes da administração americana estava prevista no Kremlin para aquela semana.

Temas prováveis de discussões

Diversos assuntos podem explicar essa rara viagem do mais alto responsável da inteligência externa dos Estados Unidos, entre eles o conflito na Ucrânia e as tensões com o Irã, em um momento em que Washington tenta mobilizar potências estrangeiras para apoiar sua estratégia de pressão econômica sobre Teerã.

A visita do diretor da CIA ocorreu depois que a administração Trump ameaçou, na segunda-feira, impor sanções a qualquer país que mantivesse relações comerciais com o Irã, com o objetivo de fazer Teerã ceder em seu conflito com Washington.

Outro tema provável das discussões é a troca de prisioneiros. Rússia e Estados Unidos já realizaram esse tipo de acordo no passado, mas Washington continua exigindo a libertação de vários cidadãos americanos detidos em território russo.

O presidente Donald Trump, que chegou a prometer encerrar a guerra na Ucrânia em 24 horas, buscava um acordo de paz rápido, mas as negociações se encontram atualmente em um impasse.

Segundo o Financial Times, os Estados Unidos teriam obtido da Ucrânia a garantia de que seus drones não atacariam Moscou nem diversas outras áreas no início da semana, a fim de permitir a viagem de uma alta autoridade americana.

As forças ucranianas intensificaram recentemente seus ataques em território russo, algumas vezes muito longe da linha de frente, em resposta à ofensiva em grande escala lançada pela Rússia em fevereiro de 2022.

Com agências

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