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Cientistas relacionam mudanças climáticas a quase 18 mil mortes durante verão de 2025 na Europa

Um estudo preliminar divulgado nesta quarta-feira (17) aponta que quase 18 mil mortes registradas em cidades europeias durante este verão no Hemisfério Norte podem ser atribuídas às mudanças climáticas. Essa é a primeira estimativa em grande escala sobre os impactos na saúde humana do aumento das temperaturas no continente.

17 set 2025 - 12h40
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Um estudo preliminar divulgado nesta quarta-feira (17) aponta que quase 18 mil mortes registradas em cidades europeias durante este verão no Hemisfério Norte podem ser atribuídas às mudanças climáticas. Essa é a primeira estimativa em grande escala sobre os impactos na saúde humana do aumento das temperaturas no continente. 

Mulher se protege do sol usando um guarda-chuva durante onda de calor registrada no início de julho na França.
Mulher se protege do sol usando um guarda-chuva durante onda de calor registrada no início de julho na França.
Foto: AP - Christophe Ena / RFI

800 mortos em Roma, mais de 600 em Atenas, 400 em Paris. Em comunicado, duas instituições científicas britânicas, o Colégio Imperial de Londres e a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, indicam que entre 15.013 et 17.864 óbitos registrados em 854 cidades europeias desde o final de junho de 2025 não teriam ocorrido não fosse o aquecimento global.

"O estudo conclui que as mudanças climáticas estão na origem de 68% das 24.400 mortes relacionadas ao calor neste verão [no Hemisfério Norte]", diz o documento. Entre os problemas de saúde agravados pelo aumento de temperatura citados pelo estudo estão doenças cardiovasculares, desidratação, distúrbios de sono, entre outros. 

Várias ondas de calor foram observadas nos últimos meses na Europa, que viveu neste ano um verão com recorde de temperaturas em vários países, como Espanha, Portugal e Reino Unido. Sem surpresa, a pesquisa observou que o grupo que mais corre risco de vida com o aquecimento global são os idosos. De modo geral, mais de 85% das mortes dizem respeito a pessoas com mais de 65 anos.

"Assassinos silenciosos"

"Basta que as ondas de calor sejam de 2°C a 4°C mais intensas para que milhares de pessoas morram", disse Garyfallos Konstantinoudis, coautor do estudo, durante uma entrevista coletiva. O especialista se referiu aos picos de temperatura como "assassinos silenciosos".

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores estabeleceram um modelo para compreender em que medida a crise climática contribuiu para as temperaturas elevadas do verão. Os cientistas consideram que, sem as mudanças climáticas, as temperaturas médias teriam sido 2,2°C menores nas cidades afetadas. Em seguida, os autores cruzaram essas informações com dados históricos sobre a mortalidade relacionada ao calor em diferentes cidades europeias.

Aumento da mortalidade

Os números deste estudo preliminar, sem a publicação formal em uma revista científica, ainda precisam ser examinados com cautela. Além disso, o balanço não leva em consideração o aumento geral da mortalidade.

"No momento é impossível obter estatísticas em tempo real", admitiu Friederike Otto, coautora do estudo. Mas as estimativas "são precisas", garantiu.

Por outro lado, muitos cientistas que não participaram do estudo o classificaram como válido e apontaram que, inclusive, pode subestimar a realidade.

"Os métodos utilizados nos estudos de atribuição são cientificamente sólidos, mas prudentes", explicou Akshay Deoras, especialista em ciências atmosféricas. Segundo ela, "o número real de mortes pode ser ainda maior".

(Com informações da AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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