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Berlusconi diz que seus filhos se sentem como judeus perseguidos por Hitler

6 nov 2013 - 14h18
(atualizado às 14h19)
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O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, participa de coletiva de imprensa no Palácio Chigi em Roma, Itália. O Senado da Itália vai realizar no mês que vem uma votação aberta para decidir se expulsa Silvio Berlusconi do Parlamento, depois que um comitê da Casa rejeitou o pedido do ex-premiê por um voto secreto. 4/08/2011
O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, participa de coletiva de imprensa no Palácio Chigi em Roma, Itália. O Senado da Itália vai realizar no mês que vem uma votação aberta para decidir se expulsa Silvio Berlusconi do Parlamento, depois que um comitê da Casa rejeitou o pedido do ex-premiê por um voto secreto. 4/08/2011
Foto: Tony Gentile / Reuters

O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi disse que seus filhos se sentem perseguidos exatamente como as famílias judaicas na Alemanha nazista, por ele estar sendo caçado pelos magistrados do país, que querem eliminá-lo politicamente, segundo declarou.

Os comentários de Berlusconi constam de um trecho de uma entrevista, liberado nesta quarta-feira, feita com ele pelo jornalista da TV italiana Bruno Vespa, para seu último livro.

Ao responder a uma pergunta sobre se seus cinco filhos haviam lhe pedido que vendesse seu império de mídia e saísse da Itália, para escapar de seus problemas com a Justiça, Berlusconi respondeu: "Meus filhos dizem que eles se sentem como famílias judaicas na Alemanha sob o regime de Hitler. Na verdade, todo mundo está contra nós."

A Alemanha nazista sob Adolf Hitler assassinou um número estimado em 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Berlusconi, que se declara inocente em uma série de ações judiciais que ele diz serem obra de juízes de esquerda, é bem-conhecido por fazer comentários polêmicos, como chamar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de "bronzeado", depois da primeira eleição dele, em 2008.

Durante uma acalorada discussão em 2003 no Parlamento Europeu, Berlusconi comparou Martin Schulz, um social-democrata alemão que agora preside a Casa, a um guarda de campo de concentração nazista.

Berlusconi, 77, e sua família estão em 77º lugar entre os 200 maiores bilionários do mundo, com uma fortuna estimada em 6,2 bilhões de euros (8,35 bilhões de dólares), de acordo com a revista Forbes.

Sua condenação por evasão fiscal no começo do ano representa uma séria ameaça à sua carreira política de décadas porque tem como consequência o banimento da vida pública, embora as pesquisas mostrem que milhões de italianos ainda votariam nele.

Berlusconi também está sendo julgado pelas acusações de pagar para ter relações sexuais com uma menor de idade e abuso de poder por ter conseguido, depois, que ela fosse libertada da prisão após ser detida por roubo.

Berlusconi ameaçou repetidas vezes derrubar a ampla coalizão de governo de direita e esquerda do primeiro-ministro Enrico Letta se o Senado votar, em 27 de novembro, pela sua expulsão do Parlamento.

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