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EUA pressionam Vaticano a não renovar acordo com a China

Pompeo falou que Santa Sé arrisca sua "autoridade moral"

20 set 2020
11h55
atualizado às 15h04
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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, pediu que o Vaticano não renove um acordo com a China relativo à nomeação de bispos da Igreja Católica.

Peregrinos chineses em audiência geral do papa Francisco no Vaticano
Peregrinos chineses em audiência geral do papa Francisco no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O pacto foi assinado em 2018 e vence no próximo mês de outubro, mas a Santa Sé já confirmou sua intenção de estendê-lo. Segundo Pompeo, o Vaticano vai colocar em risco sua "autoridade moral" se renovar o acordo.

"Dois anos atrás, a Santa Sé chegou a um acordo com o Partido Comunista da China, na esperança de ajudar os católicos chineses. Mas os abusos do Partido Comunista contra os fiéis só pioraram", disse o secretário de Estado neste sábado (19), em sua conta no Twitter.

"O Departamento de Estado é uma voz forte pela liberdade religiosa na China e no mundo. Continuaremos a ficar ao lado dos católicos chineses e pedimos ao Vaticano que se junte a nós", acrescentou. Pompeo ainda citou a prisão de ativistas pelos direitos humanos em Hong Kong, como Martin Lee e o magnata de mídia Jimmy Lai, como exemplos da repressão a católicos.

O acordo de 2018 devolveu ao Vaticano um papel ativo na nomeação de bispos na China, que até então eram escolhidos à revelia do Papa.

Os dois países romperam relações diplomáticas em 1951, quando a Santa Sé reconheceu a independência de Taiwan, que ainda é visto pela China como parte de seu território e uma "província rebelde".

Durante décadas, os cerca de 12 milhões de católicos chineses viveram divididos entre uma conferência de bispos escolhida pelo Partido Comunista e um braço da Igreja Apostólica Romana que atuava na clandestinidade.

Apesar do acordo, padres e bispos no país ainda são obrigados a se alinhar com a igreja oficial.

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