Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Estudante pró-palestina da Universidade Tufts, alvo do governo Trump, retorna à Turquia

17 abr 2026 - 18h26
Compartilhar
Exibir comentários

Uma estudante ‌da Tufts University, que foi presa por agentes de imigração dos Estados Unidos no ano passado como parte da perseguição do governo do presidente Donald Trump a ativistas pró-palestinos do campus, voltou para a Turquia após um ⁠acordo com o governo dos Estados Unidos.

Os advogados de ‌Rumeysa Ozturk anunciaram o acordo nesta sexta-feira, uma semana após o governo demitir um juiz de imigração que, ‌em janeiro, rejeitou os esforços do ‌Departamento de Segurança Interna dos EUA para ⁠deportá-la.

O governo estava recorrendo dessa decisão junto ao Conselho de Recursos de Imigração, que faz parte do Departamento de Justiça dos EUA. Também estava aguardando a decisão de um tribunal federal de recursos à tentativa de anular ‌a decisão de outro juiz que levou à libertação ‌de Ozturk da custódia ⁠da imigração ⁠em maio de 2025.

O acordo desta sexta-feira encerrou todos os procedimentos ⁠legais, disseram advogados ‌da American Civil Liberties ‌Union, e permitiu que Ozturk retornasse à Turquia sem impedimentos após concluir seu programa de doutorado em estudos infantis e desenvolvimento humano em fevereiro na Tufts, ⁠localizada em Massachusetts.

O argumento fornecido pelas autoridades para a revogação de seu visto tomou como base um editorial que ela escreveu em coautoria no jornal estudantil da Tufts em 2024, criticando ‌a resposta da universidade à guerra de Israel em Gaza.

"Estou optando por voltar para casa, conforme planejado, para ⁠continuar minha carreira acadêmica, sem perder mais tempo com a violência e a hostilidade impostas pelo Estado que vivenciei nos Estados Unidos -- tudo isso por nada mais do que assinar um artigo de opinião defendendo os direitos palestinos", disse Ozturk, ex-bolsista da Fulbright, em um comunicado.

Em um comunicado, o Departamento de Segurança Interna disse estar "feliz em ver Ozturk se auto-deportar dos EUA", acrescentando que os vistos permitindo que estudantes estrangeiros estudem e trabalhem nos Estados Unidos "são um privilégio, não um direito".

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra