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Estados Unidos

Piche na Flórida pode ser sinal que mancha de óleo se espalhou

18 mai 2010 - 17h32
(atualizado às 19h23)
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Cresceu na terça-feira a preocupação de que a mancha de petróleo do golfo do México esteja se espalhando, depois da descoberta de bolas de piche na ilha Key West, no Estado americano da Flórida. Enquanto isso, a empresa British Petroleum (BP) luta para capturar o óleo que continua vazando de um poço submarino.

Piche acumula na areia da praia, em Key West, na Flórida
Piche acumula na areia da praia, em Key West, na Flórida
Foto: AFP

Técnicos estão avaliando se o piche encontrado na segunda-feira na ilha turística veio do poço danificado da BP. A Flórida vem se preparando para o possível impacto do vazamento sobre o seu setor turístico, que movimenta US$ 60 bilhões por ano.

"Achamos improvável que seja do vazamento de óleo do Golfo, mas vamos saber com certeza em alguns dias. Embora estejamos preocupados de que isso aconteça, estamos tentando manter uma atitude positiva", disse o prefeito de Key West, Craig Cates.

Se confirmado, terá sido o ponto mais a sul e a oeste a que chegou o vazamento, que pode superar o acidente com o navio Exxon Valdez, em 1989 no Alasca, para se tornar o pior desastre ambiental da história dos EUA.

Responsabilizada diretamente pelo governo Obama pela calamidade econômica e ambiental que ronda a costa sul dos EUA, a britânica BP leva adiante suas operações submarinas para tentar tapar o poço. O vazamento começou em 20 de abril, após a explosão e naufrágio de uma plataforma de exploração marítima, que deixou 11 mortos.

Graças a um sifão de quase 1,6 mil m, levado da superfície até a boca do poço, a empresa está conseguindo recolher cerca de 40% dos quase 800 mil l diários que jorram no mar, e espera tornar essa tática ainda mais eficiente.

As ações da BP chegaram a ter alta superior a 1% na terça-feira em Londres, mas depois recuaram. A empresa estima a operação de limpeza em US$ 625 milhões, valor US$ 175 milhões acima da estimativa de dias atrás. Analistas dizem que o custo pode chegar à casa dos bilhões.

Num sinal de que o impacto da mancha está se espalhando, as autoridades dos EUA duplicaram a área onde a pesca está proibida, que agora abrange 19% das águas americanas do golfo do México.

Muitos especialistas acreditam que o petróleo pode ter sido apanhado pela chamada "corrente do Laço", que contorna a península da Flórida. Isso poderia levar o material para as ilhas Key, ao sul da Flórida, e talvez até à Costa Leste.

O senador Bill Nelson, democrata da Flórida, divulgou uma previsão da Universidade do Sul da Flórida segundo a qual parte da mancha de óleo pode chegar ao frágil ecossistema das ilhas Keys em cinco a seis dias, e possivelmente cinco dias depois disso a Miami.

"Embora eu sempre torça pelo melhor, isso parece que está ficando mesmo descontroladamente ruim", disse Nelson em nota, antes de mais uma audiência parlamentar, na terça-feira, em que executivos da BP seriam ouvidos.

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