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Estados Unidos

Obama: morte de Bin Laden foi o dia mais importante do mandato

2 mai 2012 - 12h31
(atualizado às 13h03)
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O presidente americano, Barack Obama, afirmou que a morte de Osama Bin Laden há um ano foi o dia mais importante de sua presidência, em uma entrevista que será divulgada ainda nesta quarta. Obama, que retornou de uma visita surpresa ao Afeganistão, concedeu na semana passada uma entrevista ao canal NBC dedicada ao ataque que matou o líder da Al-Qaeda no Paquistão, uma missão que sempre foi cercada pelo segredo.

O presidente Obama acena ao chegar à Casa Branca, em Washington, após voltar de sua viagem ao Afeganistão
O presidente Obama acena ao chegar à Casa Branca, em Washington, após voltar de sua viagem ao Afeganistão
Foto: AFP

"Devia ser uma operação muito discreta", afirmou Obama em declarações que devem ser divulgadas na noite desta quarta-feira e que tiveram alguns trechos postados no site do canal. O presidente enfatizou que "apenas um punhado de membros da equipe da Casa Branca estava a par da missão" e que ele só falou a respeito com sua mulher quando a operação terminou.

Após o ataque e antes de anunciar o êxito da operação aos americanos, Obama telefonou para Michelle. "Disse a ela que certamente não iria jantar porque tinha duas ou três coisas para fazer naquela noite.

Obama explicou que tomou a decisão sozinho, depois de consultar os membros mais próximos de sua equipe, principalmente o vice-presidente Joe Biden, a secretária de Estado Hillary Clinton, o secretário de Defesa na ocasião, Robert Gates, e o chefe do Estado-Maior conjunto Michael Mullen. "Decidi correr o risco (...) A razão pela qual tomei a decisão de enviar os Navy SEALs para tentar capturar ou matar Bin Laden em vez de outras opções é que tinha total confiança neles", declarou.

As autoridades tinham 50% de certeza de que Bin Laden estaria no complexo no Paquistão. Hillary e o chefe da CIA na época, Leon Panetta, se inclinaram por uma invasão, mas Gates preferia um bombardeio.

Em busca de apoio
Obama tenta capitalizar novamente a seu favor a repercussão que teve junto à opinião pública a notícia da morte do inimigo público número um dos Estados Unidos no ano passado. No discurso que fez na véspera, durante sua visita surpresa ao Afeganistão, Obama declarou que o objetivo de derrotar a Al-Qaeda e impedir que ela volte está agora ao alcance.

Ele também fez um novo apelo aos insurgentes talibãs para que rompam com a rede terrorista, responsável pelos ataques contra os Estados Unidos em 2001, e pediu avanços nas negociações de reconciliação. "Em coordenação com o governo afegão, minha administração manteve negociações diretas com o Talibã", disse Obama em discurso feito na Base Aérea de Bagram.

"Nós dissemos claramente que eles podem fazer parte do futuro se romperem com a Al-Qaeda e aderirem às leis afegãs. Muitos membros indicaram interesse na reconciliação". "O caminho para a paz está pronto para eles. Aqueles que se recusarem a percorrê-lo enfrentarão as forças de segurança afegãs auxiliadas pelos Estados Unidos e por nossos aliados."

Mas, além dos soldados, Obama tentou dirigir-se principalmente a seus compatriotas quase 11 anos depois da invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão após o 11 de Setembro e da posterior derrubada do regime dos talibãs que deram apoio à Al-Qaeda e a seu líder. "Reconheço que muitos americanos estão fartos da guerra. Como presidente, nada é mais pungente do que assinar uma carta a uma família (de soldado morto) e olhar nos olhos de uma criança que crescerá sem mãe ou sem pai", disse.

"Não deixarei os americanos em perigo nem um dia além do absolutamente necessário para nossa segurança nacional. Mas devemos colocar fim a esta guerra de forma responsável", completou. Horas depois de sua visita, os talibãs atacaram uma residência para estrangeiros em Cabul e mataram sete pessoas, no dia que a morte de Osama Bin Laden completa um ano, e, além disso, anunciaram o início, a partir de quinta-feira, de uma "ofensiva de primavera" no Afeganistão contra as forças da Otan e todos os aliados que sustentam o governo afegão.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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