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Estados Unidos

Filho de deputada colombiana defensora do Trump é detido nos EUA

Caso envolvendo Rafael Vergara, preso em centro migratório na Louisiana, gerou polêmica

18 fev 2026 - 22h07
(atualizado às 23h29)
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Ángela Vergara afirmou que filho não cometeu crime
Ángela Vergara afirmou que filho não cometeu crime
Foto: Reprodução/Redes sociais

O filho da deputada colombiana Ángela Vergara está detido há mais de 20 dias em um centro migratório na Louisiana, nos Estados Unidos, situação que a parlamentar classifica como desumana. Segundo ela, Rafael Vergara, de 23 anos, divide uma cela com dezenas de colombianos enquanto aguarda repatriação.

"Ele me disse que estava com 70 pessoas em uma cela, que no dia anterior haviam passado 12 horas sem beber água, que todos estavam doentes e havia colombianos que nos contaram suas histórias por meio dele", afirmou ao CNN.

O caso provocou comentários da oposição, que avaliou que a parlamentar só se posicionou contra as detenções e deportações depois que seu filho entrou para a estatística. Vergara é integrante de um partido conservador alinhado a pautas de segurança semelhantes às defendidas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

De acordo com a parlamentar, Rafael foi detido por agentes do ICE após uma abordagem rotineira enquanto dirigia um caminhão de carga em uma rodovia da Louisiana.

"Ele dirigia o caminhão de transporte de carga, sempre viajando de um lugar para outro no país. Eram aproximadamente 4h da manhã. O que ele conseguiu me dizer foi que um policial de trânsito o parou, como sempre acontece, pois eles verificam as licenças e quantas horas o motorista está dirigindo", contou.

Vídeo flagra perseguição de agentes do ICE a entregador em Chicago:

Segundo a deputada, após a checagem de documentos, uma patrulha do ICE chegou ao local e realizou a detenção. Ela sustenta que o filho não cometeu infrações e possui autorização legal para trabalhar nos Estados Unidos, além de número de seguridade social e um pedido de asilo com audiência marcada para 2028.

Rafael vive no país desde 2022. A mãe afirma que ele deixou a Colômbia por questões de segurança, por ela ser figura pública.

Diante do caso, a deputada pediu ao governo do presidente Gustavo Petro que atue para acelerar o retorno dos colombianos detidos nos Estados Unidos. 

"Sinto que esta não é mais uma crise política, mas sim humanitária. Devemos deixar de lado nossos egos e nos comunicar diretamente com os EUA para que eles tratem nossos concidadãos bem e permitam seu retorno rápido, seguro e com o mínimo de dignidade que merecem", disse.

Fonte: Portal Terra
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