Família não quer divulgação dos vídeos de ataque à treinadora
As câmeras do SeaWorld estavam funcionando no momento em que a treinadora Dawn Brancheau foi morta por uma baleia no mês passado. Agora, tanto o parque aquático quanto a família da vítima estão lutando para manter os vídeos e as fotos relacionadas à morte longe dos olhos do público, informou a CNN nesta sexta-feira.
A Justiça da Flórida garantiu ao SeaWorld Parks & Entertainment a participação em uma ação judicial solicitada na semana passada pela família de Dawn. O objetivo de ambas as partes é evitar a divulgação do vídeo gravado no dia 24 de fevereiro. A treinadora estava interagindo com a orca Tilikum quando o animal a agarrou e a levou para baixo d'água.
Segundo a rede americana, trechos do incidente foram gravados por duas câmeras do parque - uma que mostra o que acontece embaixo d'água e outra da torre do parque, segundo informações fornecidas pela família na ação judicial. No entanto, diz a CNN, nenhum dos dois vídeos mostra claramente a treinadora sendo atacada pelo animal.
"Significativamente nenhuma câmera mostra o que ocorreu nos momentos anteriores ao acidente, nem a senhorita Brancheau sendo puxada para água. Não oferecem nada que possa ser usado para identificar as causas desse trágico acidente", diz o texto enviado pela família à Justiça. Os vídeos estão em posse das autoridades policiais e médicas do distrito de Orange.
As autoridades locais garantiram o embargo das filmagens, mas destacaram que não têm posição sobre o assunto. O médico encarregado pelo caso também destacou que não faz objeções ao pedido da família. O parque SeaWorld destacou ainda que é o proprietário dos vídeos, e que se não houver controle, certamente eles serão publicados na internet.