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Estados Unidos

EUA: Irene atinge a Nova Inglaterra com fortes ventos

28 ago 2011 - 18h34
(atualizado às 19h04)
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Fortes ventos e alagamentos atingiram a região da Nova Inglaterra neste domingo por conta da tempestade tropical Irene, que atingiu seis Estados em sua passagem pela Costa Leste dos Estados Unidos, mas o impacto foi menor que o esperado.

Veículo trafega em meio a rua alagada na cidade de Oak Bluffs, no Estado de Massachusetts
Veículo trafega em meio a rua alagada na cidade de Oak Bluffs, no Estado de Massachusetts
Foto: AP

Das ilhas a leste de Massachusetts às montanhas a oeste de Berkshires, autoridades noticiaram alagamentos nas estradas, queda de árvores sobre trilhos ferroviários e algumas cidades foram evacuadas.

Autoridades se prepararam para vazamentos de reservatórios em Berkshires por causa das fortes chuvas, disse um porta-voz do serviço de atendimento de emergência de Massachusetts.

Avisos de tornado e alagamentos foram levantados em partes de New England, onde ventos de 112 km por hora são previstos de acordo com o Serviço Nacional Climático.

Em seu caminho pela Costa Leste no fim de semana, o furacão rebaixado à tempestade, neste domingo, deixou pelo menos 12 pessoas mortas e cerca de 3,6 milhões de pessoas sem energia, provocou alagamentos e danificou cidades costeiras em diversos Estados.

O furacão Irene atingiu Nova York também com fortes ventos e chuvas neste domingo, derrubando a energia elétrica e inundando algumas ruas da parte Sul da ilha de Manhattan mesmo após perder um pouco de sua força.

O furacão Irene foi rebaixado neste domingo para tempestade tropical, mas ainda está causando ondas que batem na costa e provocam alagamentos.

Havia cerca de 30 cm de água nas ruas em South Street Seaport e na região Sul de Manhattan, e a maré aparentemente está subindo, embora tenha ocorrido menor dano do que muitos temiam.

"Não está tão ruim como eles disseram que seria. As ruas estão inundadas, mas não tanto quanto pensei", afirmou John Harris, 37 anos, que desafiou uma ordem de retirada e permaneceu em casa durante a noite em Rockaways. "Mas vou ficar de olho. Sei como sair se precisar."

Fortes chuvas e ventos forçaram o fechamento de três pontes que levam à península de Rockaways, e mais a leste em Long Island bloqueios de areia feitos para segurar a inundação e proteger o comércio costeiro aparentemente não resistiram.

As ruas de Nova York, normalmente lotadas, estão calmas depois de as autoridades terem ordenado que dezenas de milhares de moradores deixassem áreas baixas, além de promoverem o fechamento de metrô, aeroportos e do sistema de ônibus.

Meteorologistas disseram que o Irene ainda é uma grande ameaça e pode aumentar o nível da águas em mais de 2 m em regiões costeiras da Virgínia e Massachusetts. Podem ocorrer tornados isolados em Nova York.

Das Carolinas do Sul e do Norte até Maine, dezenas de milhões de pessoas estão no caminho do Irene, que chegou em terra firme na Carolina do Norte no sábado, causando chuvas torrenciais, derrubando arvores e interrompendo o fornecimento de eletricidade.

"A ponta do furacão chegou até nós", afirmou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, a mais de oito milhões de pessoas que vivem na cidade enquanto as alertava sobre os ventos que atingiriam a região.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, retirou uma ordem de evacuação sem precedentes no domingo, permitindo que 370 mil pessoas pudessem voltar para casa no início da tarde nas partes mais baixas de Nova York, depois da passagem do furacão Irene.

Cerca de 370 mil moradores receberam ordens de deixar suas casas em área baixas, muitos deles de partes do Brooklyn, Queens e Manhattan.

Alguns se recusaram a sair. Nicholas Vigliotti, 24 anos, um auditor que vive em um arranha-céu em frente à costa do Brooklyn, disse que não via por que deixar seu lar. "Mesmo que haja inundação, moro no quinto andar".

O Centro Nacional de Furacões dos EUA, localizado em Miami, afirmou que os ventos da tempestade Irene caíram para 100 km/h na manhã deste domingo, mas previu ondas de até 2,5 m em Long Island e na Nova York metropolitana, o que poderia derrubar os muros de proteção ao sul de Manhattan.

Este ano foi um dos piores em relação ao clima na história dos Estados Unidos, que já perdeu US$ 35 bilhões com inundações, tornados e ondas de calor.

O presidente dos EUA, Barack Obama, que interrompeu suas férias na ilha de Martha's Vineyard, em Massachusetts, para retornar à Casa Branca, estava analisando a possibilidade de um furacão.

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