Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Estados Unidos

Publicidade

EUA incluem em lista de terroristas talibã que atacou Malala

Antes de tentar matar a atual ganhadora do Nobel da Paz, Fazlullah ordenou o assassinato do general do Exército paquistanês e a decapitação de 17 soldados

13 jan 2015 - 18h14
(atualizado às 18h35)
Compartilhar
Exibir comentários
<p> A jovem ativista Malala Yousafzai foi atacada pelo talibã em 2012</p>
A jovem ativista Malala Yousafzai foi atacada pelo talibã em 2012
Foto: Reuters

O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu em sua lista de terroristas nesta terça-feira o mulá Fazlullah, líder do principal grupo talibã paquistanês, o Tehrik-e-Talibã Pakistão (TTP), e que ordenou os ataques em 2012 contra a jovem ativista Malala Yousafzai e em dezembro contra uma escola em Peshawar.

Com isso, o também conhecido como "maulana" (mestre) Fazlullah está sujeito a sanções que o proíbem fazer transações com indivíduos que estejam nos Estados Unidos e congelam qualquer patrimônio administrado por americanos, disse o Departamento de Estado em comunicado.

Fazlullah foi eleito líder do TPP em novembro de 2013, após a morte do antigo comandante do grupo, Hakimullah Mehsud, em um ataque de um drone americano.

O TTP é um guarda-chuva de vários grupos tribais criado em 2007 que procura implantar um estado islâmico e é aliado dos talibãs afegãos, cujo líder, o mulá Omar, tem sua lealdade.

Em 2012, Fazlullah "ordenou os tiros contra a menina e ativista Malala Yousafzai", ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2014, por sua defesa da educação feminina, ressaltou o Departamento de Estado.

Ganhadores do Nobel da Paz dizem que prêmio reforça luta:

"Sob a liderança de Fazlullah, o TTP assumiu a autoria do ataque de 16 de dezembro de 2014 contra uma escola em Peshawar (Paquistão) que resultou na morte de pelo menos 148 pessoas, a maioria estudantes", acrescentou o Departamento de Estado.

Antes de liderar a organização, Fazlullah "disse estar por trás do assassinato do general do Exército paquistanês Sanaullah Niazi em setembro de 2013" e "foi responsável pela decapitação de 17 soldados paquistaneses após um ataque" em 2012, além de ordenar o assassinato de líderes de comitês de paz contra os talibãs.

A designação de Fazlullah coincidiu com uma visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, ao Paquistão, onde conversou com funcionários paquistaneses sobre "a luta contra o terrorismo" no país, segundo afirmou nesta terça-feira sua porta-voz adjunta, Marie Harf.

"O secretário de Estado deixou claro que o Paquistão deve perseguir todos os grupos militantes" que operam em seu país, indicou Harf em sua entrevista coletiva diária.

EFE   
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra