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EUA enfrentam problemas com drones armados no Iêmen

29 jan 2015
21h59
atualizado em 30/1/2015 às 10h08
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Os Estados Unidos estão enfrentando dificuldades crescentes na aquisição da inteligência necessária para executar o seu programa de drones no Iêmen, minando uma campanha contra a ramificação mais letal da Al Qaeda depois que rebeldes do grupo Houthi assumiram o controle de partes do aparelho de segurança do país, disseram autoridades norte-americanas.

Combatente do grupo Houthi inspeciona um veículo militar tomado do Exército durante confrontos, no lado de fora do palácio presidencial em Sanaa, no Iêmen, nesta quinta-feira. 29/01/2015
Combatente do grupo Houthi inspeciona um veículo militar tomado do Exército durante confrontos, no lado de fora do palácio presidencial em Sanaa, no Iêmen, nesta quinta-feira. 29/01/2015
Foto: Mohamed al-Sayaghi / Reuters

Lacunas na inteligência no terreno podem atrasar a luta dos EUA contra um ressurgimento da Al Qaeda no Iêmen e aumentar o risco de ataques que matam pessoas erradas e estimulam o sentimento antiamericano, o que poderia tornar os militantes ainda mais fortes em áreas onde a Al Qaeda já está avançando.

Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, têm assumido posições em torno de várias instalações de defesa e inteligência cujas equipes haviam colaborado anteriormente com Washington, cortando as principais fontes de informação para ataques de mísseis disparados por drones, os veículos aéreos não tripulados, afirmaram os funcionários à Reuters.

O tumulto provocado após a queda na semana passada de um governo iemenita apoiado pelos EUA, depois de dias de confrontos na capital, Sanaa, já forçou o Departamento de Estado norte-americano a reduzir o pessoal e as operações na sua embaixada.

Autoridades norte-americanas disseram à Reuters na semana passada que Washington também suspendeu algumas operações de combate ao terrorismo, mas descreveram as medidas como temporárias.

A turbulência também lançou dúvidas sobre o futuro de uma parceria-chave para Washington na luta contra a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês). Foi só em setembro passado que o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou a cooperação com o Iêmen como um modelo no combate ao terrorismo.

A AQAP reivindicou a responsabilidade pelos tiroteios deste mês, em Paris, que mataram 17 pessoas, e o grupo tem sido acusado de planejar ataques contra interesses norte-americanos.

A crise no país mais pobre do mundo árabe ameaça criar um vácuo de poder que pode permitir o crescimento da AQAP, enquanto empurra o Iêmen em direção a um conflito mais amplo entre a maioria muçulmana sunita e a minoria houthi xiita, que é contra os EUA e a Al Qaeda.

Autoridades dos EUA disseram que o treinamento de forças especiais iemenitas está paralisado na capital, embora algumas atividades conjuntas continuavam no sul, região controlada pelos sunitas.

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