Os Estados Unidos declararam formalmente guerra somente 11 vezes ao longo de sua história, a última na Segunda Guerra Mundial. Em outros conflitos, o governo obteve uma autorização do Congresso como a que agora pede o presidente Barack Obama para atacar Síria.
As 11 declarações formais de guerra dos EUA desde 1798 foram, de acordo com um estudo de 2011 do Congressional Research Service, uma entidade de pesquisa do Congresso, as seguintes:
- Em 1917, contra a Alemanha e Áustria-Hungria dentro da Primeira Guerra Mundial.
- Em 1941, contra o Japão, Alemanha e Itália, e em 1942 contra Bulgária, Hungria e Romênia dentro da Segunda Guerra Mundial.
Desde então, os Estados Unidos não emitiram nenhuma declaração formal de guerra, mas houve guerras "não declaradas" que receberam algum tipo de autorização do Congresso, entre elas as seguintes:
- A guerra naval com a França de 1798.
- A guerra de Trípoli de 1802.
- A guerra argelina de 1815.
- A Guerra do Vietnã 1964.
- A guerra do Golfo de 1991.
- A guerra "global" contra o terrorismo declarada após os atentados de 11 de setembro, em 2001.
- A Guerra do Iraque, em 2003.
A Guerra da Coreia, que começou em 1950, não foi autorizada pelo Congresso americano, e o então presidente Harry Truman enviou tropas com o amparo de uma lei das Nações Unidas de 1945.
Esse precedente foi citado por outros presidentes como argumento para o uso da força militar sem a autorização do Congresso, como nos casos das invasões do Panamá (1989) e Iraque (1990) pelo governo de George Bush pai e das intervenções no Haiti e na Bósnia ordenadas por Bill Clinton.
Diante das evidências que aponta para o uso de armas químicas pelo regime sírio na guerra civil do país, a comunidade internacional costura a possibilidade de uma intervenção militar para "punir" o governo de Bashar al-Assad. Apesar de teoricamente uma intervenção precisar de apoio do Conselho de Segurança da ONU, algumas fontes aponta que o início de um ataque militar é iminente. Esta eventual ação seria liderada pelos Estados Unidos e reuniria vários países ocidentais, como a França e a Grã-Bretanha, com o apoio de países da região, como a Turquia. Conheça parte do arsenal bélico e das instações desta coalizão para um eventual ataque. Na imagem, o destróier americano USS Gravely, na costa da Grécia, em junho de 2013
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Avião americano F-16 decolando de base aérea em Azraq, na Jordânia
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Tanques israelenses nas Colinas de Golã, próximo à fronteira com a Síria
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Aviões americanos F-15 Eagles
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Avião americano F-16CJ na base aérea de Incirlik, na Turquia
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Soldados americanos descarregam mísseis AIM-9 Sidewinder na base aérea de Incirlik
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Bombas MK-82 na base aérea americana de Incirlik, na Turquia
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Sistema de defesa Patriot em Kahramanmaras, na Turquia
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Porta-aviões americano USS Harry S. Truman e o navio-tanque USNS Leroy Grumman, no Mar Mediterrâneo
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Helicóptero Apache da Real Força Aérea britânica
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Avião AV-8B Harrier decola do porta-aviões USS Kearsarge, no Mar Mediterrâneo
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Aviões bombardeiros Tornado da Real Força Aérea britânica
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Base aérea britânica em Limassol, no Chipre
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Destróier americano USS Mahan
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Porta-aviões americano USS Harry S. Truman e o navio de guerra USS Gettysburg
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Destróier USS Ramage
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Destróier americano USS Barry, no Mar Mediterrâneo
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Porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle
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Míssil Tomahawk disparado do destróier USS Barry
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Bateria de defesa israelense Domo de Ferro, em Haifa