Marcado por decisão de atacar a Síria, Obama vai à Suécia e ao G20
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizará esta semana uma viagem para a Suécia e em seguida para a Rússia, onde participará da cúpula do G20, ofuscada pela sua decisão de realizar uma ação militar "limitada" na Síria e onde buscará o maior apoio internacional possível para sua estratégia.
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, demonstrou nesse domingo confiança que a coalizão internacional contra o regime sírio vá crescer à medida que vão se conhecendo mais evidências de que o ataque com armas químicas do último dia 21 foi feito pelo regime de Bashar al-Assad, após afirmar que tem provas do uso de gás sarin contra civis.
O presidente francês, François Hollande já anunciou o respaldo a uma ofensiva militar contra alvos militares na Síria. E hoje a Arábia Saudita considerou que é o momento de adotar "uma medida firme" frente ao regime de Assad e o ministro das Relações Exteriores, Saud al-Faisal, anunciou o apoio a uma intervenção militar estrangeira na Síria.
"Não há nenhuma sessão formal" programada no G20 sobre a Síria, mas certamente os líderes do bloco falarão desse assunto durante a cúpula, admitiram altos funcionários da Casa Branca em uma conferência telefônica com jornalistas.
Obama prevê a realização de reuniões bilaterais com vários dos líderes que participarão do G20, mas a Casa Branca ainda não revelou com quem.
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O que foi reforçado é que não haverá nenhum encontro entre Obama presidente russo, Vladimir Putin, decisão tomada desde o asilo temporário dado pela Rússia ao ex-analista da CIA Edward Snowden, responsável pelo vazamento de dados sobre os programas de espionagem em massa do governo americano.
Segundo a agenda oficial, Obama partirá de Washington na terça-feira e chegará no dia seguinte a Estocolmo, onde será recebido pelo primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt. Eles visitarão a sinagoga de Estocolmo, em um ato que homenageia o diplomata sueco Raoul Wallenberg, que salvou do Holocausto milhares de judeus e completaria 100 anos em 2012.
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Em seguida Obama visitará o Real Instituto de Tecnologia para conhecer as inovações suecas em meio ambiente e em energias renováveis, e depois participará de um jantar com líderes dos países nórdicos.
Obama será recebido na quinta-feira pelos reis Carl Gustaf e Silvia antes de partir para São Petersburgo para a cúpula do G20, que reúne os países mais desenvolvidos do mundo e s potências emergentes.
Será a sétima cúpula do G20 de Obama e "a primeira desde novembro de 2010 não dominada por medidas urgentes para resolver a crise", destacou uma alta funcionária do governo americano.
A funcionária ainda disse que a cúpula servirá para "um enfoque unido em torno da importância do crescimento e da criação de emprego como a prioridade absoluta para todos os líderes em relação à economia global".

