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Busca por sobreviventes continua após passagem de tornado nos EUA

21 mai 2013
19h52
atualizado às 20h05
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Equipes de resgate e helicópteros com câmeras térmicas tentavam nesta terça-feira encontrar sobreviventes entre os quilômetros de escombros nos quais se transformou Moore, cidade de Oklahoma, após a passagem de um tornado ontem, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometia ajudar a cidade com todos os recursos necessários.

As equipes de resgate já recuperaram mais de 100 sobreviventes do tornado de três quilômetros de diâmetro que arrasou a cidade e deixou 24 mortos, entre eles nove crianças, e 237 feridos, segundo os números atualizados hoje pelas autoridades locais.

Além disso, 180 militares da Guarda Nacional se uniram hoje aos trabalhos de resgate ao sobrevoar a cidade com helicópteros com câmeras térmicas que tentavam encontrar vida em uma cidade de "casas absolutamente destruídas", reduzidas a "postes e tijolos", nas palavras da governadora de Oklahoma, Mary Fallin.

"Superaremos isto. Reconstruiremos. Recuperaremos nossa força", assegurou Fallin hoje em entrevista coletiva.

Após avaliar os danos na região, o Serviço Meteorológico Nacional elevou hoje ao nível máximo sua estimativa da força do tornado, que na segunda-feira tinha sido catalogado na categoria 4, a segunda mais alta na escala Fujita, para classificá-lo como 5, o que representa que provocou ventos de mais de 320 quilômetros por hora.

O próprio Obama reconheceu hoje que este foi "um dos tornados mais destrutivos da história" dos EUA, que a cada ano convive com destroços e vítimas causados pelos temporais que nesta estação percorrem o sul e o centro do país.

"Em um instante, destruiu edifícios e fez com que dúzias de pessoas perdessem a vida", lamentou o presidente em uma declaração na Casa Branca, quando prometeu que garantirá que Moore receba "toda a ajuda que necessitar imediatamente".

"O povo de Moore deve saber que seu país permanecerá com eles o tempo que for necessário", ressaltou Obama.

O presidente assinou uma declaração de desastre e enviou à área o administrador da Agência de Gestão de Emergências (Fema), Craig Fugate, e a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, que chegará quarta-feira.

Perguntado pela possibilidade de Obama também viajar a Oklahoma, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, respondeu hoje que por enquanto não há "nenhum anúncio" a respeito.

"Quando tomarmos uma decisão sobre uma possível viagem do presidente nestas circunstâncias sempre é necessário assegurar-nos que sua viagem não interfere com os esforços de recuperação na zona, que não distrai recursos dessa recuperação", explicou Carney.

As autoridades de Oklahoma revisaram hoje o número de mortos no tornado para diminuí-lo a 24, após informar 51 mortes ontem, depois de contar aparentemente duas vezes as vítimas, um erro que a porta-voz do escritório legista estadual, Amy Elliot, atribuiu ao caos que se seguiu à passagem do tornado.

Elliot advertiu que à medida que continue o trabalho dos bombeiros e equipes de emergência é provável que o número de falecidos volte a subir, algo com o que não concorda o responsável de gestão da prefeitura de Moore, Stephen Eddy.

"Acho que podemos acreditar que vai permanecer nesse número", disse Eddy ao canal "CNN" horas depois que as autoridades revisaram o número.

As autoridades começaram hoje também a avaliar as perdas de propriedades, que, segundo o comissário de seguros do estado, John Doak, podem superar as registradas em Joplin (Missouri) após o tornado de categoria 5 que em 2011 causou 151 mortes nessa cidade.

"Toda a cidade parece uma lixeira", disse Glenn Lewis, o prefeito de Moore, à rede de televisão "NBC". "Parece que perdemos nosso hospital. Passei por ali agora pouco e está destruído".

O papa Francisco, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a Comissão Europeia e vários governos se solidarizaram hoje com os EUA pela perda de vidas humanas e pelos danos materiais causados pelo tornado.

EFE   
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