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Equipe de socorristas da Itália encerra missão na Venezuela

Caracas não tem plano sobre como remover 'montanhas' de escombros

10 jul 2026 - 13h06
(atualizado às 13h34)
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A Defesa Civil da Itália encerrou nesta sexta-feira (10) a missão de ajuda humanitária na Venezuela, após os terremotos de 24 de junho.

    O anúncio foi feito pelo chefe da equipe, Alessandro Borghese, que informou que os socorristas italianos montaram uma unidade médica móvel em La Guaira, uma das cidades mais devastadas pelos tremores, o que permitiu "atender mais de mil pessoas".

    "Hoje estamos felizes em doá-la [a unidade móvel] à Cruz Vermelha venezuelana para dar continuidade a nossas atividades", disse Borghese.

    Após as operações de resgate e a assistência às pessoas deslocadas, que, além da Itália, contaram com a ajuda de outros países, como o Brasil, as autoridades locais enfrentam outro grande desafio logístico: remover montanhas de escombros o mais rápido possível.

    Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam a existência de cerca de 900 mil toneladas de estruturas de concreto e aço colapsadas, além de cerca de 332 mil toneladas de detritos provenientes de móveis e pertences pessoais.

    Além disso, na área costeira, muitas edificações terão de ser demolidas devido a graves problemas estruturais, ainda que permaneçam de pé.

    Embora o governo tenha realizado reuniões de coordenação com autoridades nacionais e internacionais, ainda não foi divulgado um plano oficial detalhado para a gestão integrada de escombros.

    Nesse contexto, a presença de especialistas israelenses tem se tornado cada vez mais significativa. O brigadeiro-general Elad Edri, das Forças de Defesa de Israel (IDF), ao lado de outros 30 especialistas, tem prestado assessoria sobre técnicas de demolição controlada e gestão especializada de escombros, como parte da coordenação bilateral entre os dois países ? apesar da ausência de relações diplomáticas entre Venezuela e Israel.

    O desafio é complexo devido à natureza heterogênea dos materiais, à escassez de maquinário pesado e caminhões, e aos riscos ambientais associados à localização costeira.

    Os terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 na escala Richter, ocorridos na noite de 24 de junho, deixaram mais de 3,8 mil mortos no norte da Venezuela. .

Ansa - Brasil
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