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Unesco defende uso mais amplo de trocas de dívida por educação

10 jul 2026 - 12h28
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A Unesco instou ‌governos e credores internacionais a ampliar as trocas de dívida por investimento em educação para ajudar a combater uma crise cada vez mais grave no financiamento educacional, alertando que 113 países gastam atualmente mais com o serviço da ⁠dívida do que com a educação de suas populações.

A ‌Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou novas diretrizes sobre as trocas ‌de dívida por investimentos em educação ‌em uma cúpula global sobre educação realizada em Paris ⁠na sexta-feira, argumentando que o mecanismo poderia ajudar países altamente endividados a redirecionar recursos escassos para escolas, formação de professores e apoio aos alunos.

As trocas de dívida por educação permitem que os países refinanciem ou recomprem dívidas onerosas ‌e canalizem a economia gerada para a educação.

O Banco Mundial ‌começou recentemente a ⁠apoiar tais acordos, ⁠e a Unesco citou exemplos bilaterais, incluindo um acordo de 2023 ⁠com a França que ‌ajudou a Costa do ‌Marfim a financiar a construção de mais de 30 escolas, e um programa entre a Espanha e o Peru que financiou 50 projetos educacionais ao longo de ⁠uma década.

O apelo da Unesco surge no momento em que novas pesquisas destacam a pressão crescente sobre os orçamentos da educação em todo o mundo. De acordo com a agência, 113 países, ‌onde vivem 6,1 bilhões de pessoas, gastam mais com o serviço da dívida do que com a educação.

Em países ⁠de baixa renda, os pagamentos da dívida são quase quatro vezes maiores do que os gastos com educação. Em 18 dos países mais endividados, eles excedem os orçamentos de educação em pelo menos cinco vezes.

A Unesco também alertou que o apoio internacional à educação está diminuindo. Seu Relatório Global de Monitoramento da Educação projeta que a ajuda global à educação poderá cair em até 30% entre 2023 e 2027.

A ajuda à educação caiu 8% em 2024 em relação ao ano anterior, enquanto o financiamento para a educação básica caiu 15%.

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