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Em meio a protestos em Teerã, Netanyahu fala em 'liberdade e justiça' para o povo iraniano

Israel se solidariza com a luta do povo iraniano e com suas aspirações por "liberdade e justiça", afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste domingo (4), durante uma reunião de gabinete. Os protestos contra o governo iraniano continuaram no sábado, com pelo menos três mortes.

4 jan 2026 - 10h24
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Siavosh Ghazi, correspondente da RFI em Teerã, e AFP 

Manifestação nas ruas de Teerã em 29 de dezembro de 2025. Os protestos continuam no Irã há sete dias.
Manifestação nas ruas de Teerã em 29 de dezembro de 2025. Os protestos continuam no Irã há sete dias.
Foto: AFP - HANDOUT / RFI

"É perfeitamente possível que estejamos em um momento em que o povo iraniano tome as rédeas do seu destino", acrescentou, em seu primeiro pronunciamento público desde o início do movimento de protesto no Irã, em 28 de dezembro. Netanyahu indicou que discutiu o assunto com o presidente americano, Donald Trump, durante sua recente visita oficial aos Estados Unidos, abordando também o programa nuclear iraniano.

"Reafirmamos nossa posição comum, que é, por um lado, manter o enriquecimento de urânio no Irã em zero e, por outro, exigir a remoção dos 400 quilos de material enriquecido do Irã, bem como um monitoramento rigoroso e genuíno dos locais de enriquecimento", declarou.

O Irã e Israel, inimigos declarados desde a fundação da República Islâmica, em 1979, entraram em confronto em junho, em uma guerra de 12 dias, desencadeada por um ataque israelense sem precedentes contra instalações militares e nucleares iranianas, bem como áreas povoadas.

Países ocidentais e Israel suspeitam que o Irã esteja buscando desenvolver armas nucleares e negociam um novo tratado para regulamentar e limitar seu programa nuclear.

Teerã nega veementemente ter tais ambições e afirma estar desenvolvendo tecnologia nuclear para fins civis, apesar de ter enriquecido, nos últimos anos, uma quantidade de urânio muito superior à necessária para uso civil.

Mortes

O sábado (3) foi marcado por inúmeras manifestações em todo o país, com pelo menos três mortes, incluindo a de um membro das forças de segurança na cidade de Malekshahi, na província de Ilam, localizada perto da fronteira com o Iraque.

Diversos vídeos foram compartilhados nas redes sociais mostrando grandes multidões marchando pelas ruas de Malekshahi. De acordo com alguns relatos na rede X, manifestantes tentaram tomar o controle de uma base da Guarda Revolucionária na cidade. Tiros podem ser claramente ouvidos nos vídeos.

Outras fontes relatam um número maior de mortos. Outro vídeo mostra a polícia de choque em frente ao hospital da cidade de Ilam, para onde os mortos e feridos foram levados. Protestos também ocorreram em outras localidades da província.

Manifestações também ocorreram em vários bairros operários de Teerã, bem como em mais de 25 cidades provinciais, com slogans contra o governo ou a favor da restauração da monarquia Pahlavi. Incêndios foram provocados em vários locais por manifestantes, em grupos que variavam de algumas dezenas a centenas de pessoas.

Relatos na rede X indicam mais mortes em todo o país, informação difícil de confirmar neste momento.

Segundo a mídia oficial, diversas mesquitas e edifícios religiosos foram atacados ou incendiados.

No sábado, o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, falando pela primeira vez desde o início do movimento, distinguiu claramente entre comerciantes com reivindicações legítimas e aqueles que chamou de "agitadores" e "agentes estrangeiros", contra os quais o governo iraniano afirmou que agirá.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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