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Líbano adota cautela sobre ataques ao Irã, enquanto Hezbollah promete enfrentar EUA e Israel

Considerado durante anos uma base avançada do Irã na costa mediterrânea, o Líbano é um dos poucos países do Oriente Médio que, até agora, não foi arrastado para o conflito deflagrado no sábado (28) entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e o Irã, de outro. Diante das pressões das autoridades e da população, o Hezbollah inicialmente demonstrou contenção, mas agora promete "enfrentar a agressão" israelo-americana no Irã.

1 mar 2026 - 14h39
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Paul Khalifeh, correspondente da RFI em Beirute 

Nem condolências, nem condenações: as autoridades libanesas simplesmente ignoraram a morte do aiatolá Ali Khamenei em ataques israelo-americanos. As altas lideranças pediram para manter o Líbano fora dessa guerra.

O presidente Joseph Aoun afirmou, em mensagem publicada no X, que "preservar o Líbano das catástrofes e dos horrores dos conflitos externos constitui uma prioridade absoluta". O chefe de Estado defendeu "um compromisso total com a responsabilidade nacional e a primazia dos interesses superiores do país sobre qualquer outra consideração".

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, procurou tranquilizar a população. Ele pediu que os libaneses não cedessem "ao pânico", indicando que alimentos, medicamentos e combustíveis estão garantidos por pelo menos dois meses.

A classe política, como de costume, está dividida, refletindo o sentimento da população: nas regiões xiitas, há tristeza e comoção; em outras áreas, prevalece a indiferença.

Fim da contenção 

Depois de uma reação inicialmente moderada ao ataque israelo-americano, o tom do Hezbollah mudou claramente no domingo (1º). O grupo vai "enfrentar a agressão" dos Estados Unidos e de Israel, que tirou a vida do guia supremo iraniano Ali Khamenei, afirmou em comunicado Naïm Qassem, dirigente da formação libanesa pró-Irã. 

Ele denunciou o assassinato do líder iraniano e lhe prestou uma homenagem enfática. "Cumpriremos nosso dever enfrentando a agressão", afirmou o líder do Hezbollah, acrescentando que "quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos (...) o terreno da resistência".

O Hezbollah não realizou nenhuma intervenção desde o início, no sábado, do amplo ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, limitando-se, em 28 de fevereiro, a expressar sua "total solidariedade" com a República Islâmica. Em comunicado divulgado algumas horas após o início da ofensiva, o partido xiita classificou a operação como "uma violação flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas".

Apoio financeiro de Teerã ao Hezbollah em jogo 

Ali Khamenei era o líder espiritual, mentor e protetor do Hezbollah. Durante os 37 anos em que comandou o Irã, forneceu ajuda militar e financeira quase ilimitada ao partido xiita e silenciou vozes dentro do próprio regime que criticavam a transferência de bilhões de dólares ao Hezbollah enquanto o país enfrentava graves necessidades internas.

A morte do guia supremo representa, antes de tudo, um golpe no moral de um partido já bastante enfraquecido após a última guerra com Israel. 

Será preciso esperar o nome do sucessor de Khamenei e conhecer suas orientações para saber se a ajuda financeira e militar será significativamente afetada. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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