Dois filhos de Kadafi morrem em confrontos, dizem rebeldes
29 ago2011 - 16h14
(atualizado às 16h37)
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A emissora Al Arabiya anunciou nesta segunda-feira, citando uma fonte rebelde, que Saif al Islam, o nome mais cotado para suceder o regime do pai, Muammar Kadafi, morreu ontem em um combate na Líbia, segundo a EFE. Já um comandante rebelde líbio afirmou à Reuters que Khamis, um dos filhos de Kadafi, foi morto durante um confronto perto da capital Trípoli.
A mulher Safia Kadafi (esq. superior), os filhos Hannibal (dir.) e Mohammed (esq. inferior), e a filha Aisha (esq.)
Foto: AFP
O coronel Al-Mahdi Al-Haragi, encarregado da Brigada de Trípoli do Exército rebelde, disse que tinha confirmação de que Khamis foi seriamente ferido no confronto perto de Ben Walid e Tarhoni.
Segundo ele, Khamis foi levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e foi enterrado no local. Ele não informou quando isso aconteceu. Não foi possível confirmar a informação de forma independente.
Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidadesestratégicas de leste a oeste.
A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmicaintervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque. Na dia 23 de agosto, os rebeldes invadiram e tomaram o complexo de Bab al-Aziziya, em que acreditava-se que Kadafi e seus filhos estariam se refugiando, mas não encontraram sinais de seu paradeiro. De acordo com o CNT, mais de 20 mil pessoas morreram desde o início da insurreição.
Com informações da Reuters e EFE.
Jornalistas comemoram ao serem libertados do Hotel Rixos, em Trípoli, após passarem três dias retidos durante a batalha entre rebeldes e forças de Muammar Kadafi pelo controle da capital líbia. Vestindo coletes à prova de balas e capacetes, os cerca de 30 jornalistas foram libertados nesta quarta-feira. Presos no hotel desde o último domingo, os profissionais enfrentaram a escassez de água e comida enquanto confrontos eclodiam em frente ao prédio
Foto: Reuters
O grupo que ficou preso no hotel desde domingo posa para fotos, em Trípoli
Foto: AP
A repórter Missy Ryan (esq.), da Reuters, abraça um homem não identificado ao lado da produtora Jomana Karadsheh, da CNN
Foto: AP
Integrantes da imprensa se abraçam ao chegarem ao hotel Corinthia, depois de deixarem o hotel Rixos
Foto: Reuters
Jomana Karadsheh abraça Henry Morton ao lado de Matthew Chance, em frente ao hotel Corinthia, em Trípoli
Foto: Reuters
O cinegrafista Paul Roubicek abraça Jomana Karadsheh, produtora da CNN
Foto: Reuters
Jomana Karadsheh e Matthew Chance, os dois da CNN, são levados do hotel Rixos pela Cruz Vermelha
Foto: Reuters
Vestindo coletes à prova de balas e capacetes, repórteres ficam retidos no Hotel Rixos, em Trípoli
Foto: Reuters
Repórter grava passagem de dentro do Hotel Rixos, em Trípoli, na terça-feira
Foto: Reuters
Jornalista aguarda pelo fim do isolamento ao hotel; alguns tentaram sair antes, mas houve disparos
Foto: Reuters
Confinados e sem acesso a qualquer televisão, jornalistas usam computador para assistir a um filme
Foto: Reuters
Repórter foge ao ouvir barulho de tiros dentro do hotel Rixos, em Trípoli
Foto: Reuters
Repórteres dormiram no chão do primeiro andar do hotel nos últimos três dias
Foto: Reuters
Durante os três dias de sítio, os profissionais enfrentaram a escassez de água e comida
Foto: Reuters
Durante o sítio, batalhas eclodiram em frente ao prédio do Hotel Rixos
Foto: Reuters
Cartaz colado na parede avisa, em árabe: "Não atire, somos da imprensa"
Foto: Reuters
Mochilas, equipamentos e pertences dos profissionais ocuparam corredores do hotel