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Ataques deixam mais de 50 mortos em zonas rebeldes na Síria

No início da semana, os insurgentes ameaçaram bombardear Damasco, em represália aos ataques do regime

5 fev 2015
14h12
atualizado às 16h59
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Ao menos 57 pessoas morreram nesta quinta-feira em bombardeios do governo sírio contra zonas controladas pelos rebeldes perto de Damasco, em resposta a um ataque com morteiros lançado pelos insurgentes, informou uma ONG.

<p>Homens caminham na cidade rebelde de Douma, próxima a Damasco, danificada pelos bombardeios do regime de Bashar al Assad</p>
Homens caminham na cidade rebelde de Douma, próxima a Damasco, danificada pelos bombardeios do regime de Bashar al Assad
Foto: Bassam Khabieh / Reuters

No início da semana, os rebeldes do grupo Jaish al-Islam prometeram bombardear Damasco em represália aos ataques diários do regime de Bashar al-Assad na província da capital, reduto dos rebeldes.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), sete pessoas, incluindo um policial, morreram na capital quando 70 morteiros foram lançados em vários bairros. A Universidade de Damasco suspendeu suas aulas e convidou os estudantes a voltar para casa.

Em resposta, o regime lançou 40 ataques aéreos, matando ao menos 57 pessoas, incluindo seis crianças e seis mulheres, e deixando mais de 150 feridos em Duma, Erbine, Kafar Batna e Ain Tarma, quatro localidades da região rebelde de Ghuta Oriental, a leste de Damasco, de acordo com a ONG.

O regime fez estes ataques em resposta à ofensiva dos rebeldes sírios, que dispararam nesta quinta-feira uma chuva de morteiros sobre Damasco, deixando cinco mortos e paralisando a capital.

O bombardeio dos rebeldes contra a capital ocorre 48 horas após um chefe rebelde ameaçar com represálias os ataques diários do regime do presidente Bashar al-Assad na província de Damasco, reduto dos insurgentes.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ao menos 63 morteiros lançados pelos rebeldes caíram sobre bairros da capital, alguns deles centrais, a partir das 08h00 locais, provocando o fechamento da Universidade de Damasco.

"Em apenas alguns minutos, nossa rua, muito movimentada, ficou vazia", declarou à AFP uma moradora de Baramké, um bairro do centro da cidade onde se localizam várias universidades e a sede da agência oficial Sana.

A Ghouta oriental, principal região rebelde da província de Damasco, sofre há mais de um ano um cerco impiedoso do exército. Neste setor situado a leste de Damasco dezenas de milhares de civis são afetados pela escassez de comida e medicamentos.

Desde o verão de 2012, a aviação síria ataca as zonas rebeldes. As organizações de defesa dos direitos humanos acusam as forças armadas de bombardear alvos civis e militares de forma indiscriminada.

Mais de 200.000 pessoas morreram na Síria desde que, em março de 2011, a brutal repressão de uma revolta popular contra o regime se converteu em guerra civil.

O conflito se complicou com o surgimento de grupos jihadistas que lutam tanto contra as forças pró-governamentais quanto contra os grupos rebeldes.

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