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Dezenas de cozinhas comunitárias de Gaza fecham devido ao bloqueio israelense

8 mai 2025 - 11h53
(atualizado às 18h35)
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Dezenas de cozinhas comunitárias em Gaza fecharam as portas nesta quinta-feira devido à falta de suprimentos, dificultando ainda mais o combate à fome no território.

Amjad al-Shawa, diretor da Rede de Organizações Não Governamentais Palestinas (PNGO) em Gaza, disse à Reuters que a maioria das 170 cozinhas comunitárias do território encerraram as atividades após ficarem sem estoque devido ao bloqueio israelense à entrada de ajuda humanitária.

A ONG World Central Kitchen (WCK), sediada nos Estados Unidos, relatou que faltam os ingredientes necessários para continuar fornecendo refeições gratuitas e que Israel havia impedido a entrada de suprimentos.

Segundo Shawa, o cenário deve causar uma redução de 400 a 500 mil refeições por dia para os 2,3 milhões de habitantes em Gaza.

"Todos em Gaza estão com fome. O mundo precisa agir agora para salvar as pessoas daqui", disse Shawa à Reuters por telefone.

"As cozinhas restantes fecharão em breve. A crise de fome é indescritível. As pessoas estão perdendo sua única fonte de alimento", acrescentou o diretor da PNGO.

Enquanto isso, os habitantes de Gaza que tentam cozinhar reclamam que a farinha ainda disponível no mercado está contaminada.

"A farinha está cheia de ácaros e areia... Nós a peneiramos três, quatro vezes, em vez de uma, para que possamos assá-la", disse Mohammad Abu Ayesh, pai de nove filhos.

BLOQUEIO ISRAELENSE

Israel tem enfrentado crescente pressão internacional para suspender o bloqueio que impôs em março.

O governo israelense acusa as agências internacionais, inclusive a Organização das Nações Unidas (ONU), de permitir que grande quantidade de suprimentos caiam nas mãos de integrantes do Hamas.

Israel alega que o grupo militante palestino se apodera dos itens destinados a civis, o que o Hamas nega. De acordo com o grupo, Israel usa a fome como arma contra a população em Gaza.

Shawa afirma que, há duas semanas, a maior parte dos habitantes do território tinha acesso a uma refeição e meia por dia. Agora, o número caiu para apenas uma e, mesmo assim, falta carne e vegetais.

O aumento dos saques em cozinhas comunitárias, lojas de comerciantes locais e na sede da ONU levou as forças de segurança do Hamas a reprimir gangues. O grupo executou pelo menos seis membros de gangues na semana passada, de acordo com fontes próximas.

Segundo dados da ONU, mais de 2 milhões de pessoas enfrentam grave escassez de alimentos em Gaza. Os mercados estão praticamente vazios e os preços subiram consideravelmente. O saco de 25 kg de farinha é vendido por cerca US$ 500, contra US$ 7 no passado.

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