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Conselheiro de Trump diz que "prêmio de terror" do Irã inflacionou os preços do petróleo por décadas

16 mar 2026 - 09h31
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Neutralizar o ‌Irã poderia tornar o petróleo bruto muito mais barato porque a ameaça representada por Teerã impôs um "prêmio de terror" que inflacionou os preços globais do petróleo durante décadas, disse um importante consultor da Casa Branca em um relatório a ser divulgado nesta segunda-feira.

Peter Navarro, que lidera o Escritório de Políticas Comerciais e de Manufatura da Casa Branca, escreveu em ⁠um relatório de 13 páginas que as tensões com o Irã adicionaram um prêmio de ‌US$5 a US$15 por barril aos preços do petróleo bruto, já que os mercados precificam o risco de ataques ou interrupções através da rota crítica de trânsito de ‌petróleo do Estreito de Ormuz.

A Reuters teve acesso a um ‌rascunho do relatório preparado pelo Escritório de Políticas Comerciais e de Manufatura da ⁠Casa Branca.

A conclusão do relatório atraiu o ceticismo de especialistas do mercado de energia. Ed Hirs, economista de energia da Universidade de Houston, não viu o relatório, mas disse que não conhece nenhuma evidência verificável de tal prêmio, ao mesmo tempo em que parece ignorar os custos associados à ação militar contra o Irã.

Os ataques dos EUA e de ‌Israel contra o Irã sacudiram os mercados globais de energia, elevando os preços do petróleo e ‌aumentando os custos da gasolina ⁠para os consumidores ⁠norte-americanos. O aumento ameaça complicar a agenda econômica interna do presidente norte-americano, Donald Trump, e pode pesar ⁠sobre as perspectivas republicanas nas eleições de meio ‌de mandato de novembro.

O relatório ‌é consistente com o argumento do governo para uma abordagem de linha dura em relação ao Irã. Ao argumentar que o risco geopolítico relacionado ao Irã inflacionou artificialmente os preços do petróleo durante décadas, a análise enquadra a ação agressiva contra Teerã ⁠como um benefício econômico de longo prazo.

Segundo o relatório, reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a infraestrutura regional de energia ou as rotas marítimas poderia reduzir ou eliminar o prêmio geopolítico embutido nos preços do petróleo.

"Nesse cenário, os preços do petróleo provavelmente voltariam aos níveis de equilíbrio e, potencialmente, se ‌estabeleceriam bem abaixo de US$60 por barril sob as condições atuais de fornecimento", disse o relatório.

O relatório estima que os riscos relacionados ao Irã historicamente elevaram os preços do ⁠petróleo em entre 7% e 21% acima dos fundamentos, reduzindo a produção global em entre 0,1% e 0,4% ao ano, ou entre US$100 bilhões e US$450 bilhões por ano. Em 25 anos, o impacto econômico cumulativo poderia exceder US$10 trilhões, aproximadamente a produção anual combinada da Alemanha e do Japão.

Hirs, da Universidade de Houston, questionou a afirmação do relatório de que os preços do petróleo cairiam abaixo de US$60 por barril se os riscos relacionados ao Irã desaparecessem. Ele citou uma pesquisa do Federal Reserve que mostra que os produtores de petróleo norte-americanos precisam de cerca de US$70 por barril para atingir o ponto de equilíbrio.

Ele acrescentou que os pesquisadores geralmente ignoram os custos potencialmente enormes de um conflito militar.

"A questão é quanto custará para atingir os objetivos", disse Hirs. "A verdade é que nós simplesmente colocamos isso no Mastercard do governo."

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