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Comitê da OMS reafirma ineficácia do remdesivir contra Covid

OMS, porém, diz que não é contrária a novos testes com a droga

20 nov 2020
17h28
atualizado às 17h37
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Um painel de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que o antiviral remdesivir não é eficaz em nenhum tipo de caso de coronavírus Sars-CoV-2, mostrou um estudo publicado nesta sexta-feira (20) no "British Medical Journal".

Remdesivir é a única droga aprovada para tratamento da Covid na UE
Remdesivir é a única droga aprovada para tratamento da Covid na UE
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Os dados corroboram uma outra pesquisa da OMS que causou polêmica em outubro deste ano porque a droga era a única recomendada nos Estados Unidos e na União Europeia para tratar casos específicos de pacientes hospitalizados que precisavam de auxílio mecânico para respirar.

"O remédio antiviral remdesivir não é indicado para pacientes internados com Covid-19, independentemente da gravidade da doença porque, até o momento, não há nenhuma evidência que melhore a sobrevivência ou a necessidade de entubar", diz o documento do Guideline Development Group.

Segundo o comunicado da OMS, o remdesivir - criado pela empresa Gilèad - chamou muita atenção por ser potencialmente eficaz, mas o seu papel na prática clínica permanece incerto.

"A recomendação de hoje baseia-se na revisão de novas evidências que analisaram os efeitos de diversos remédios sobre a Covid-19. Isso inclui dados de quatro experimentações randomizadas internacionais que envolveram cerca de sete mil pacientes internados com Covid", afirma ainda o comunicado.

No entanto, o painel afirma que não se opõe ao uso da droga, mas que a sua eficácia contra o vírus ainda não é comprovado. "Mas, dada a possibilidade de riscos importantes, assim como o custo relativamente alto e as implicações associadas ao remdesivir em termos de recursos, é preciso julgar se essa é uma decisão apropriada", explicam.

Após o anúncio, a Agência Italiana de Medicamentos (Aifa) informou que sua comissão técnico-científica irá analisar as novas recomendações da OMS e que dará novas orientações sobre o uso da droga "na próxima semana".

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que não ia "entrar em uma análise científica do remdesivir" porque isso é algo que cabe aos cientistas, mas reforçou que acredita "ser importante olhar os dados, olhar as motivações da OMS para depois tirar conclusões".

Em outubro, a Comissão fechou um acordo para a compra de 500 mil doses do remédio para uso nos países-membros do bloco econômico. .
   

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