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China pede que cidadãos evitem viagens ao Japão devido a tensão diplomática

A China recomendou neste sábado (15) que seus cidadãos evitem viajar ao Japão após declarações da premiê Sanae Takaichi em 7 de novembro sobre possível envio de tropas para defender Taiwan. A reação veio nesta sexta-feira (14), quando Pequim classificou as falas como "provocadoras" e convocou o embaixador japonês. Após a recomendação de Pequim, as companhias aéreas chinesas propuseram aos clientes o reembolso das passagens para o Japão.

15 nov 2025 - 11h39
(atualizado às 13h30)
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A recomendação de Pequim para que os chineses evitem viajar ao Japão acontece em meio à escalada das tensões bilaterais sobre Taiwan. O alerta veio após declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. A premiê afirmou no Parlamento, em 7 de novembro, que ataques armados contra Taiwan poderiam justificar o envio de tropas japonesas para defender a ilha, de acordo com a lei de "legítima defesa coletiva" aprovada em 2015.

Segundo Takaichi, uma emergência em Taiwan, que envolvesse "navios de guerra e uso da força", poderia representar ameaça existencial ao Japão. "Devemos considerar o pior cenário", disse, sem citar diretamente a China.

"Provocações"

Após considerar as declarações de Takaichi "extremamente graves", Pequim convocou o embaixador japonês. Tóquio respondeu chamando o embaixador chinês, depois que o cônsul-geral da China em Osaka, Xue Jian, publicou (e depois apagou) uma mensagem na rede X ameaçando "cortar essa cabeça suja sem hesitação", em referência às falas da premiê.

Na noite de  sexta-feira (14), a embaixada chinesa em Tóquio também classificou as declarações de Takaichi como "abertamente provocadoras em relação a Taiwan, prejudicando gravemente o clima de intercâmbio entre os povos".

A nova etapa da crise diplomática bilateral foi anunciada em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China e de suas representações no Japão recomendando aos cidadãos chineses que evitem viagens ao país "no futuro próximo". O texto alega "riscos significativos" à segurança dos viajantes. Em consequência, as principais companhias aéreas chinesas — Air China, China Southern e China Eastern — anunciaram neste sábado o reembolso integral e alteração gratuita de passagens para o Japão até 31 de dezembro.

O governo japonês já havia reafirmado em 14 de novembro que sua posição sobre Taiwan permanece "inalterada" e defendeu "paz e estabilidade". Neste sábado, o secretário-geral do governo japonês, Minoru Kihara, lamentou a recomendação chinesa, classificando-a como "contraditória com a promoção de uma relação estratégica e mutuamente benéfica" entre os dois países, segundo a agência Jiji Press.

Com AFP

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