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China e México mantiveram conversações em meio a tensões comerciais sobre tarifas

12 fev 2026 - 07h42
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O principal negociador comercial da ‌China, Li Chenggang, se reuniu com o vice-ministro da Economia do México, Vidal Llerenas, em Pequim na segunda-feira, na primeira conversa cara a cara desde que o México impôs tarifas mais altas sobre as importações chinesas, o que gerou advertências de Pequim.

Os dois países ⁠realizaram trocas aprofundadas sobre relações econômicas e comerciais bilaterais e outras questões, ‌informou o Ministério do Comércio chinês em comunicado nesta quinta-feira.

O México anunciou em dezembro aumentos acentuados nas tarifas sobre a China ‌e outros países sem acordos de livre ‌comércio com o México — a maioria de até 35%. ⁠A medida foi amplamente interpretada por analistas como uma tentativa de acalmar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs tarifas significativas sobre produtos chineses.

As tarifas do México se aplicam a milhares de produtos, incluindo automóveis, peças automotivas, têxteis, roupas, plásticos e aço.

A presidente ‌do México, Claudia Sheinbaum, disse que as tarifas têm como objetivo ‌aumentar a produção doméstica ⁠e corrigir os ⁠desequilíbrios comerciais. Espera-se que as tarifas tenham o maior impacto sobre a China, ⁠que é o segundo maior ‌parceiro comercial do México, depois ‌dos Estados Unidos.

O Ministério do Comércio da China alertou o México para "pensar duas vezes" antes de aplicar tarifas e disse que tomaria medidas em resposta para salvaguardar seus direitos e interesses ⁠legítimos, mas até o momento não anunciou contramedidas.

Separadamente, a BYD, maior fabricante de automóveis da China, disse em 2024 que estava considerando abrir uma fábrica no México, embora o jornal Financial Times tenha noticiado em março que a ‌China estava adiando a aprovação da fábrica devido a preocupações com o vazamento de tecnologia para os Estados Unidos.

As negociações entre ⁠a China e o México ocorrem no momento em que os EUA, o México e o Canadá se preparam para revisar conjuntamente o acordo de livre comércio entre os três países até 1º de julho.

O principal negociador comercial dos EUA afirmou que o pacto não está preparado para lidar com o aumento das exportações e dos investimentos de economias não mercadológicas, como a China, na região, sugerindo que os EUA podem pressionar por regras mais rígidas para produtos originários da China em um novo acordo. Isso tornaria mais difícil para as empresas chinesas usarem o México como base para exportar para os EUA.

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