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Chelsea Manning deixa prisão nos EUA após dois meses

Ela pode retornar à cadeia caso se recuse a depor em uma semana

10 mai 2019
15h26
atualizado às 18h17
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A ex-soldado transgênero norte-americana Chelsea Manning, presa há dois meses por se recusar a prestar depoimento sobre uma investigação contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi libertada nesta quinta-feira (9). Apesar de ser colocada em liberdade, a fonte de um dos vazamentos de documentos confidenciais dos Estados Unidos poderá retornar à prisão já na próxima semana, porque precisará comparecer novamente perante a um grande júri no dia 16 de maio.
    No início de março, Manning, de 31 anos, foi colocada sob custódia acusada de desacato à Justiça depois que se recusou a depor diante de um juiz federal sobre o "caso Assange". O australiano está preso desde 11 de abril, quando o governo equatoriano decidiu revogar a concessão de asilo a ele. Assange é acusado de pirataria informática pelos Estados Unidos e conspiração com Manning, em 2010. No início do mês, o fundador do WikiLeaks foi condenado a 50 semanas de prisão (cerca de um ano) por ter violado uma medida de liberdade condicional há quase sete anos. No próximo dia 16 de maio, a justiça norte-americana agendou um novo depoimento sobre a inquérito envolvendo Assange. Caso Manning se recuse novamente a depor, as autoridades poderão decretar sua prisão mais uma vez. Chelsea Manning chegou a ser condenada a 35 anos de detenção em 2013 após ser considerada culpada de cometer o maior vazamento de informações sigilosas da história do país. No entanto, Obama comutou sua pena e ela foi colocada em liberdade.

Chelsea Manning deixa prisão nos EUA após dois meses
Chelsea Manning deixa prisão nos EUA após dois meses
Foto: ANSA / Ansa - Brasil
Ansa - Brasil   
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