Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Calor de setembro no Atlântico Norte vence EL Niño

Apesar do El Niño, número de tempestades tropicais superou a média em setembro no Atlântico Norte, que está muito mais quente do que o normal.

26 out 2023 - 17h58
Compartilhar
Exibir comentários

Quando o fenômeno El Niño ocorre no oceano Pacífico Equatorial, abrangendo a costa do Peru, em geral observa-se uma redução do desenvolvimento de tempestades tropicais e de furacões no oceano Atlântico Norte. Porém, o El Niño aumenta a ocorrência de furacões no oceano Pacífico Leste, que banha a costa oeste do México e de outros países da América Central.

Mas o ano de 2023 não está sendo um ano normal. Uma das situações que estão alarmando os cientistas que monitoram o clima global é o aquecimento excepcional que vem sendo este ano em todos os oceanos do planeta.

A água quente do mar é o combustível fundamental para a formação de furacões, tufões e outras tempestades severas que se formam sobre o mar.

O calor dos oceanos passa para atmosfera e aumenta a chance de formação de nuvens de temporais.

Foto: Climatempo

Furacão Lee teve uma das mais rápidas intensificações em 24h, em 40 anos de observações

(Imagem: NASA JPL/MUR SST project)

O oceano Atlântico Norte está especialmente quente este ano e por isso, os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), tiveram que revisar a previsão de furacões inicialmente feita em maio, que era de um número de furacões próximo do normal. Mas em agosto, com a revisão, a NOAA passou a considerar que a temporada de furacões de 2023 seria acima do normal, mesmo com a influência do fenômeno El Niño que, numa situação normal, tende a diminuir o número de furacões no Atlântico Norte.

 

Setembro com recorde de calor global

Depois do julho e do agosto mais quente no planeta, veio um setembro assustadoramente quente. O relatório divulgado em outubro pela Organização Meteorológica Mundial, apontou que setembro de 2023 foi o sexto mês consecutivo com recorde de temperatura alta na superfície oceânica da Terra.

Por causa do excesso de calor no Atlântico Norte, o NHC divulgou que a atividade dos ciclones tropicais na bacia do Atlântico esteve acima do normal em setembro. 

Sete tempestades foram suficientemente fortes para serem nomeadas, sendo que três delas se tornaram furacões. Um destes furacões, de nome Lee, alcançou o status de um grande furacão.

Além disso, as tempestades tropicais Gert e Jose e o furacão Franklin completaram o seu ciclo de vida no início de setembro. 

Normalmente, a bacia oceânica do Atlântico Norte tem de 4 a 5  tempestades nomeadas em setembro, pela climatologia de 30 anos do período de 1991-2020, sendo que 3 se tornam furacões e uma delas gera um grande furacão.

Lee tornou-se um furacão de categoria 5 no Atlântico tropical central. Posteriormente seu extenso campo de vento afetou partes da costa da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, da Nova Escócia e Nova Brunswick, no Canadá, quando o furacão se tornou pós-tropical. 

No final de setembro, Ophelia atingiu a Carolina do Norte como uma forte tempestade tropical.

Em termos de Energia Acumulada de Ciclones (ACE), que mede a

força e duração das tempestades tropicais e furacões, a atividade em

da bacia do Atlântico em 2023, até agora, tem estado cerca de 33% acima da média, em comparação com a média de longo prazo (1991-2020).

Climatempo
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade