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Brasileira em Gaza usa cavalo para transportar água devido a falta de combustível

Além da escassez de água e combustível, Shahed Al-Banna compartilhou dificuldades para adquirir medicamentos

22 out 2023 - 19h47
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Palestino lava as mãos em uma poça ao lado de um prédio destruído após os ataques israelenses na Cidade de Gaza
Palestino lava as mãos em uma poça ao lado de um prédio destruído após os ataques israelenses na Cidade de Gaza
Foto: hmed Zakot/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Em meio ao cenário de guerra da Faixa de Gaza, a jovem brasileira Shahed Al-Banna, de 18 anos, compartilhou neste domingo, 22, as dificuldades enfrentadas pela população local devido à escassez de recursos essenciais, como água e transporte. As informações são da TV Globo e da GloboNews. 

De Rafah, uma cidade no sul da Faixa de Gaza, Shahed Al-Banna relatou a complexidade de adquirir água potável. Ela descreveu como a escassez de transporte devido à falta de combustível levou os palestinos a utilizar cavalos para transportar tanques de água.

"A gente comprou água hoje. Compramos um tanque de gás [bomba] para transferir a água de um tanque para outro, que vamos usar dentro da casa. Como não tem transporte, então a gente usou um cavalo para buscar o tanque com a água. É muito difícil achar água. Muito difícil", disse ela em vídeo enviado à TV Globo. 

Shahed Al-Banna é de ascendência palestina e já residiu em São Paulo. Há cerca de um ano e meio, ela se mudou para Gaza, onde vive atualmente. Ela faz parte do grupo de repatriados que busca retornar ao Brasil, juntamente com sua irmã Shams, de 13 anos, e sua avó Jamila, de 64.

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Neste sábado, 21, caminhões de ajuda humanitária conseguiram atravessar a fronteira e chegar até Gaza. No entanto, o Ministério da Saúde palestino da região, vinculado ao Hamas, divulgou um comunicado, alertando que a ajuda humanitária não inclui combustível. A falta de combustível coloca em risco a vida de pacientes doentes e feridos que dependem de equipamentos médicos.

O comunicado apelou à comunidade internacional e ao Egito para agir com urgência e fornecer combustível e suprimentos médicos essenciais antes que mais vidas sejam perdidas nos hospitais. 

As restrições à entrada de combustíveis estão relacionadas ao temor de que esses recursos possam ser desviados para fins militares, incluindo a produção de armas e foguetes. A ONU tem discutido a possibilidade de rastrear o fornecimento de combustível para garantir que ele seja usado exclusivamente em geradores e não para fins militares.

Além da escassez de água e combustível, Shahed Al-Banna compartilhou que na última sexta-feira, 20, estava enfrentando dificuldades para adquirir medicamentos, evidenciando os desafios humanitários enfrentados pela população em Gaza.

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Fonte: Redação Terra
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