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Barco com 450 pessoas abre nova crise entre Itália e Malta

Embarcação de madeira está à deriva perto de Lampedusa

13 jul 2018
15h33
atualizado às 17h12
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Um barco com 450 pessoas está à deriva em águas territoriais italianas, no sentido da ilha de Lampedusa, no Mar Mediterrâneo, após ter partido da Líbia.

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, não quer permitir que barco atraque na Itália
O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, não quer permitir que barco atraque na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A embarcação é um pesqueiro de madeira e já abriu um novo braço de ferro entre a Itália e Malta. As autoridades de Roma pediram para Valeta agir com "urgência" e identificar um "porto seguro" para o barco ancorar.

"Um barco com 450 clandestinos em águas de competência de Malta. Depois de poucas horas, ninguém se mexeu, e o barco continuou a navegar em direção à Itália. Que saibam Malta, os traficantes e os 'bonzinhos' de toda a Itália e de todo o mundo que esse barco não pode e não deve chegar em um porto italiano", declarou o ministro do Interior Matteo Salvini, artífice do endurecimento das políticas migratórias do país.

Não há notícias, no entanto, sobre a proveniência dos deslocados que estão no barco nem sobre os motivos de sua fuga. Nas últimas semanas, Itália e Malta já se envolveram em polêmicas por causa de navios operados por ONGs, proibidos por Salvini de ancorar em portos italianos.

Proporcionalmente, Malta acolhe quase quatro vezes mais refugiados e solicitantes de refúgio que a Itália: enquanto a primeira abriga 9.378, o equivalente a 2,03% de sua população, a segunda contabiliza 353.983, o que corresponde a 0,58% de seus habitantes. Os números são da agência da ONU para refugiados (Acnur) e do Banco Mundial.

O uso de pesqueiros de madeira restabelece uma antiga prática dos traficantes de seres humanos no Mediterrâneo. Nos últimos anos, eles preferiram colocar os deslocados externos em botes infláveis, para serem socorridos por ONGs.

Com o bloqueio dos portos para essas entidades, os traficantes voltaram às embarcações de madeira, geralmente superlotadas e em péssimas condições, porém mais robustas e capazes de chegar diretamente a Lampedusa ou Malta. Foi em uma dessas que 368 pessoas morreram em 3 de outubro de 2013, tentando chegar à ilha italiana.

Ansa - Brasil   

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