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Autoridades apontam discordâncias em negociações para retomar acordo nuclear com Irã

6 mai 2021 18h39
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Autoridades europeias e iranianas afirmaram nesta quinta-feira que há diferenças amplas entre Washington e Teerã em relação à retomada do cumprimento do acordo nuclear de 2015 com o Irã, embora uma autoridade dos Estados Unidos tenha dito que um acordo seria possível nas próximas semanas se o Irã decidir que o quer. 

Bandeira do Irã em Viena
01/03/2021 REUTERS/Lisi Niesner
Bandeira do Irã em Viena 01/03/2021 REUTERS/Lisi Niesner
Foto: Reuters

"É possível que vejamos um retorno ao cumprimento nas próximas semanas, ou a um entendimento do cumprimento mútuo? É possível que sim", disse uma autoridade sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos a jornalistas em condição de anonimato. 

"Se isso é provável? Apenas o tempo dirá pois, como eu disse, no final das contas, é uma questão de decisão política que precisa ser tomada no Irã", acrescentou a autoridade durante uma conversa por telefone.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que Washington não sabe se o Irã está disposto a tomar as decisões necessárias para retornar ao cumprimento total do acordo.

O principal negociador nuclear do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

"Quando isso vai acontecer é imprevisível e um cronograma não pode ser estabelecido. O Irã está tentando que isso aconteça o mais rápido possível, mas não faremos nada com pressa", disse Araqchi à TV estatal iraniana.

Autoridades norte-americanas retornam a Viena nesta semana para uma quarta rodada de negociações indiretas com o Irã sobre como retomar o acordo, abandonado pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump em 2018 e levando o Irã a violar os termos do pacto cerca de um ano depois.

Um diplomata europeu disse que Washington fez uma proposta abrangente que inclui a remoção de sanções em setores-chave como petróleo, gás e bancos e indicou alguma abertura para flexibilizar as sanções relacionadas ao terrorismo e aos direitos humanos.

Sob condição de anonimato, o diplomata afirmou que o Irã não mostrou disposição de restringir qualquer experiência que possa ter ganho com o trabalho em centrífugas avançadas, nem de destruí-las.

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