Ataque israelense mata menino em Gaza e testemunhas relatam aumento de ordens de retirada
Um ataque de drone israelense matou um menino de 13 anos no norte da Faixa de Gaza nesta quinta-feira, segundo autoridades de saúde, enquanto os moradores relataram um padrão renovado de avisos israelenses pedindo que as pessoas partam antes de ataques — uma prática que havia diminuído bastante após um cessar-fogo em outubro.
Profissionais de saúde disseram que o menino foi morto e outros ficaram feridos quando um drone israelense lançou uma granada na cidade de Beit Lahiya.
Os militares israelenses disseram ter atingido uma pessoa que havia cruzado sua linha de armistício com o Hamas e se aproximado das tropas. Eles acrescentaram que a pessoa fazia parte de um grupo que poderia estar tentando colocar um dispositivo explosivo na área.
"Após o incidente, foi recebido um relatório sobre um menor ferido", disseram os militares, acrescentando que uma investigação indicou que o menor estava com a pessoa que suas tropas haviam atingido.
A Reuters não conseguiu corroborar de forma independente nenhum dos relatos.
O cessar-fogo de outubro, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguiu interromper os ataques israelenses em Gaza, com Israel e o Hamas em negociações indiretas sobre o desarmamento do grupo militante.
O cessar-fogo deixou Israel no controle de mais da metade de Gaza, com o Hamas controlando uma parte do território ao longo da costa.
Cerca de 880 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde que a trégua entrou em vigor, de acordo com os números das autoridades de saúde de Gaza, que não fazem distinção entre combatentes e civis. Quatro soldados israelenses foram mortos por militantes durante o mesmo período, de acordo com Israel.
O Hamas não divulga os números de baixas entre seus combatentes. Israel afirma que seus ataques pós-cessar-fogo têm como objetivo evitar ataques ou impedir que as pessoas se aproximem da linha de armistício com o Hamas.
Os residentes de Gaza afirmam que as forças israelenses voltaram a emitir ordens de retirada nos últimos dias, antes dos ataques. Testemunhas relataram pelo menos três avisos desse tipo nos últimos dois dias, visando duas casas e um acampamento de barracas.
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