Ataque de Israel mata 3 jornalistas no sul do Líbano
Presidente Aoun condenou 'crime flagrante'; IDF afirmaram ter atacado 'terrorista'
Um ataque aéreo lançado por Israel matou três jornalistas que viajavam em seu carro em Jezzine, no sul do Líbano, neste sábado (28).
Segundo a agência de notícias AFP, as vítimas são Ali Shouaib, repórter da Al-Manar, emissora do partido e movimento paramilitar xiita Hezbollah; Fatima Ftouni, do canal Al-Mayadeen, tido como próximo ao grupo apoiado pelo Irã; e um cinegrafista irmão de Ftouni.
O ataque foi condenado pelo presidente do Líbano, Joseph Aoun. "Mais uma vez, a agressão israelense viola as regras mais elementares do direito internacional, do direito internacional humanitário e das leis de guerra, mirando jornalistas, que, em última instância, são civis que desempenham um dever profissional", disse o chefe de Estado em comunicado.
"Este é um crime flagrante que viola todas as normas e tratados que garantem aos jornalistas proteção internacional em tempos de guerra", acrescentou Aoun.
Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) alegaram que Al Shouaib era um "terrorista" que integrava um grupo de elite do Hezbollah, a Força Radwan. "Ele operava dentro da organização terrorista Hezbollah sob o disfarce de jornalista da rede Al-Manar, enquanto trabalhava sistematicamente para expor a localização de soldados que atuavam no sul do Líbano e ao longo da fronteira", disse o Exército.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio após o Hezbollah lançar mísseis contra Israel para se vingar da morte do guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, logo no início do conflito.
Desde então, as IDF vêm bombardeando a capital Beirute e também invadiram o sul do país árabe para estabelecer uma ocupação até o Rio Litani, situado a cerca de 30 quilômetros da fronteira. Em quase um mês, a guerra no Líbano já deixou mais de 1,1 mil mortos e mais de 1 milhão de deslocados, em um país com cerca de 6 milhões de habitantes.