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Ásia

Primeira capital japonesa recupera ar imperial após 1,3 mil anos

8 out 2010 - 06h44
(atualizado às 16h06)
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A aprazível Nara celebra hoje 1,3 mil anos desde que foi nomeada a primeira capital do Japão, em cerimônia que devolveu o esplendor imperial a uma cidade repleta de locais tombados como patrimônio da humanidade.

Grupo de jovens é visto em frente ao templo Kasuga, em Nara, a primeira capital do Japão, por volta de 1880
Grupo de jovens é visto em frente ao templo Kasuga, em Nara, a primeira capital do Japão, por volta de 1880
Foto: Getty Images

O imperador Akihito, 76 anos, e sua mulher Michiko, 75 anos, se deslocaram do Palácio Imperial de Tóquio àquele que foi o centro de poder no Japão no século VIII: o antigo Palácio Daigokuden de Nara, reaberto em abril passado após uma gigantesca reforma que durou nove anos e custou US$ 97,5 milhões.

A esplanada em frente a este monumental edifício foi o coração da celebração. Por ali, desfilaram hoje, perante um público de 1,7 mil presentes e representantes de 50 países, dançarinos e atores fantasiados de época, ao ritmo de música antiga inspirada na dinastia chinesa Tang, da qual o Japão atual herdou boa parte de sua cultura.

Um dos momentos mais importantes da cerimônia foi a encenação da proclamação do édito da imperatriz Gemmei que transformou Nara, então conhecida como Heijo-kyo, na primeira capital imperial do Japão no ano 710.

Influenciada pela cultura chinesa, Gemmei, uma das poucas mulheres que governou o arquipélago japonês, quis fazer de Nara uma urbe à imagem e semelhança de Chang'an, então capital da China, atual Xian.

Os estreitos laços da imperatriz com o budismo se refletiram tanto no poder que os monges concentraram nessa época como no número de templos construídos na cidade, um legado que daria a Nara oito patrimônios da humanidade, tombados pela Unesco.

A cidade vive à sombra da vizinha Kioto, que, com suas estreitas vielas, templos e tradição, é um dos principais núcleos turísticos do Japão, embora tenha pouco a oferecer de interesse cultural.

Além das cerimônias de hoje, as autoridades de Nara investiram na cidade ao longo de 2010, com feiras, festas e a construção de uma réplica do navio que, no século VIII, transportava à China os enviados imperiais japoneses.

A isso se somarão atividades como a exibição de tesouros nacionais, seminários e visitas guiadas para explorar os locais mais desconhecidos da cidade.

EFE   
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