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China pede que Coreias controlem tensão e retomada de diálogo

Nesta segunda-feira, a Coreia do Norte considerou nulo o cessar-fogo assinado com o Sul em 1953

11 mar 2013 11h07
| atualizado às 11h22
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O governo chinês enviou um pedido às duas Coreias nesta segunda-feira para "manterem o controle e evitarem ações que possam representar um aumento da tensão" entre ambos os lados, enquanto Pyongyang, que parece não ter dado importância ao comunicado, declarou "completamente nulo" o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-53).

A atual situação na península coreana é "altamente sensível e complexa", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, enquanto, na Coreia do Norte, o jornal oficial "Rodong Sinmun" assegurava que o país se prepara para uma guerra iminente contra o Sul e contra os Estados Unidos.

O porta-voz chinês também cobrou uma resolução do conflito através do diálogo, como a retomada das conversas de seis lados (entre as duas Coreias, EUA, China, Rússia e Japão) para a desnuclearização da península, "uma plataforma efetiva para conseguir a paz e a estabilidade no Leste da Ásia". "A China fará incessantes esforços junto a todas as partes para alcançar esse objetivo", ressaltou Hua.

Nesta segunda-feira, a Coreia do Norte cortou a única linha de comunicação entre as duas Coreias, localizada na fronteiriça aldeia de trégua de Panmunjom, depois que a Coreia do Sul e os EUA iniciassem seu exercício militar anual "Key Resolve".

EFE   
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