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Ásia

Bebê resgatado em cano de esgoto na China deixa hospital

30 mai 2013 - 04h22
(atualizado às 13h07)
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Recém-nascido passa bem após ter sido resgatado de um cano de esgoto
Recém-nascido passa bem após ter sido resgatado de um cano de esgoto
Foto: Daily Mail / Reprodução

O bebê que foi resgatado no encanamento do esgoto de uma casa da província de Zhejiang, no leste da China, recebeu alta do hospital, informou nesta quinta-feira a imprensa do país asiático. Segundo as fontes, o recém-nascido, que passa bem e não apresenta nenhuma sequela, foi entregue a seus familiares, embora não se saiba se o mesmo estaria com seu pai ou seus avôs maternos.

O fato veio à tona no último sábado, quando uma mulher de 22 anos - a própria mãe da criança -, avisou os donos de uma residência próxima sobre o choro de uma criança vindo de dentro dos canos. Posteriormente, a mulher, cujo nome não foi revelado, reconheceu ser a mãe do bebê. Dois dias depois, a mãe admitiu à polícia que tinha dado à luz ao bebê em segredo em um banheiro do condomínio em que vivia. Como o pai da criança era contrário a gestação, ela decidiu se submeter sozinha a um aborto - prática relativamente comum na China - porque não tinha dinheiro para pagá-lo.

Segundo a jovem, que manteve a gestação em segredo vestindo roupas largas, o bebê escorregou ao sair do ventre e desceu pelo encanamento. Após tentar tirá-lo, sem sucesso, e com medo que da descoberta de que ela era a mãe, a jovem alertou um vizinho sobre o choro do bebê vindo dos canos, o qual chamou os serviços de emergência.

O bebê foi resgato duas horas depois, ainda com sinais da placenta da mãe, e levado ao hospital ainda preso no pedaço de cano, que não tinha nem dez centímetros de diâmetro. Os bombeiros e os médicos romperam o cano pedaço a pedaço e, finalmente, tiraram o bebê, um menino com de 2,8 quilos, que sofreu apenas alguns cortes e arranhões no rosto.

A mãe, que renunciou à guarda da criança, não receberá qualquer tipo de condenação, já que as autoridades entenderam o fato como um acidente e não como um fato delitivo, como poderia parecer inicialmente. O fato gerou milhares de comentários nas principais redes sociais do país, onde se multiplicaram as ofertas de ajuda à criança.

EFE   
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