Após Irã, Trump deve se voltar à Coreia do Norte, diz Lee
Presidentes conversaram à margem do G7
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, garantiu nesta sexta-feira (19) que após o Irã, seu homólogo nos Estados Unidos, Donald Trump, irá se voltar à Coreia do Norte.
A declaração é fruto do encontro entre eles à margem da cúpula do G7 na França, realizada no início da semana.
"O presidente Trump disse que é hora de prestar atenção à questão de Pyongyang", afirmou Lee à imprensa de Seul.
O mandatário sul-coreano revelou que reforçou a Trump que as sanções impostas ao país ao norte da península por seu programa nuclear não têm surtido efeito.
"Disse a ele que as sanções e a pressão [contra a Coreia do Norte] são ineficazes", contou Lee, antes de acrescentar: "A eficácia dos vetos diminuiu devido à cooperação militar entre Pyongyang e a Rússia, decorrente da guerra na Ucrânia".
Na avaliação de Lee, "uma pequena ajuda de Moscou é de grande valia para a Coreia do Norte".
Enquanto estava na França, Trump assinou um acordo com o objetivo de encerrar a guerra no Oriente Médio, iniciada em conjunto entre EUA e Israel em fevereiro.
No domingo (14), o americano publicou uma foto sem legenda onde aparece com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, tirada em uma reunião em Singapura em 2018.
Desde que a cúpula de 2019 entre Kim e Trump em Hanói fracassou devido às divergências sobre o alcance da desnuclearização e o alívio das sanções, Pyongyang tem se declarado repetidamente um Estado nuclear "irreversível".
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