Após decisão de Trump, EUA estão oficialmente fora da OMS
Governo americano justificou retirada por 'má gestão da pandemia'
Os Estados Unidos deixaram oficialmente a Organização Mundial de Saúde (OMS) na quinta-feira (22). A confirmação foi publicada na página oficial do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do país.
No comunicado, o governo americano justifica sua retirada da OMS "devido à má gestão da pandemia de Covid-19, que teve origem em Wuhan, na China, à sua falha em adotar reformas urgentemente necessárias e à sua incapacidade de demonstrar independência da influência política indevida dos Estados-membros".
A nota, assinada pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert Kennedy Junior, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, também destaca que, durante o processo de saída dos EUA da organização, "que durou um ano", Washington "suspendeu o financiamento da OMS, retirou todo o seu pessoal e começou a redirecionar as atividades anteriormente realizadas com ela aos compromissos bilaterais com outros países e entidades".
O presidente americano, Donald Trump, iniciou o processo de retirada com uma ordem executiva assinada no primeiro dia de seu segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025.
Em julho de 2020, em plena pandemia de Covid-19, Trump já havia determinado a saída do país da Organização Mundial da Saúde por discordar da gestão da crise, porém a decisão nunca se concretizou e foi revertida por Joe Biden logo após ele tomar posse, em janeiro de 2021.