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América Latina

Polícia detém 'autores materiais' do assassinato de miss venezuelana

9 jan 2014 - 10h18
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Mónica Spear, Miss Venezuela de 2005, em fotografia feita em evento benefeciente no mesmo ano em Bangkok
Mónica Spear, Miss Venezuela de 2005, em fotografia feita em evento benefeciente no mesmo ano em Bangkok
Foto: Reuters

O ministro da Justiça venezuelano, Miguel Rodríguez, informou que foram presos os "autores materiais" do assassino da ex-rainha da beleza Mónica Spear e seu marido depois de informar anteriormente que sete pessoas haviam sido detidas neste caso.

"Entre os detidos, se encontram os autores materiais do duplo homicídio de Mónica Spear e Thomas Henry", escreveu Rodríguez em seu Twitter, sem dar maiores detalhes.

Na noite de quarta-feira, o Ministério Público informou a captura de sete suspeitos ligados ao crime, com os quais foram encontrados objetos das vítimas.

Finalista do Miss Universo em 2005 e atriz da rede americana Telemundo, Mónica Spear e seu marido, Thomas Henry Berry, 39 anos, foram mortos a tiros dentro do carro em um acostamento, depois de bater o veículo em um objeto colocado propositalmente em uma estrada entre Puerto Cabello e Valencia, a terceira maior cidade do país.

Maya, filha da miss de 5 anos, ficou ferida. Seu quadro é estável até o momento.

Segundo a reconstituição do crime, o automóvel da atriz caiu em uma emboscada. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram se trancar no veículo e foram mortos a tiros.

O presidente Nicolás Maduro propôs na quarta-feira um plano contra a criminalidade e de pacificação da Venezuela, ao criar uma comissão integrada por governadores e prefeitos das regiões mais violentas do país.

"Deixo instalada oficialmente esta equipe de trabalho que começa no dia de hoje e que se estenderá durante um mês, e aspiro que em um mês tenhamos um plano conjunto e uma lei de pacificação nacional", declarou Maduro no Palácio de Miraflores, onde se reuniu com vários dirigentes da oposição, incluindo o líder Henrique Capriles, governador do estado de Miranda.

Maduro chamou os prefeitos dos 79 municípios mais violentos do país - que concentram 80% dos crimes - dois dias após o assassinato da ex-miss Mónica Spear e de seu marido em um assalto.

"Ninguém pode cruzar os braços diante do assassinato, da violência, do massacre contra esta jovem venezuelana e seu esposo. Isto é uma bofetada para todos, todos têm que assumir a responsabilidade, e eu assumo a minha", declarou Maduro, que convocou a oposição a superar as divergências políticas para atuar com o governo contra a violência.

Maduro, que liberou 10 bilhões de bolívares (1,7 bilhão de dólares no câmbio oficial) para estados e municípios visando reforçar a polícia, pediu que a comissão criada nesta quarta apresente "resultados concretos" em um mês visando construir "um país de paz".

Entre outras coisas, Maduro defendeu a aplicação de um plano de desarmamento, a melhoria das forças de segurança, a reforma das prisões e o atendimento às vítimas da violência.

"Devemos caminhar para a coordenação, homologação e centralização das polícias nacional, regionais e municipais".

Maduro também pediu aos meios de comunicação "da direita" que não manipulem a informação sobre a violência no país.

De acordo com a imprensa, o governo, ou ONGs locais, os assassinatos na Venezuela oscilam entre 39 a 79 casos por ano para cada 100 mil habitantes. A marca de 79 assassinatos seria a segunda mais alta do mundo.

A reunião de quarta-feira foi marcada pelo aperto de mão entre Maduro e Henrique Capriles, algo que não acontecia desde as eleições presidenciais de 2013.

Capriles não reconhece a legitimidade das eleições que levaram Maduro à presidência e o chefe de Estado acusa o líder da oposição de "golpismo".

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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