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América Latina

Florencio Ávalos é o primeiro mineiro a sair da mina San José

14 out 2010 - 00h11
(atualizado em 14/10/2010 às 04h52)
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Florencio Ávalos, 31 anos, foi o primeiro homem retirado das profundezas da mina San José, em Copiapó, no norte do Chile. Após colocar roupa e equipamento especial que monitorava seus sinais vitais, o mineiro iniciou, às 23h55, a subida à superfície. O resgate foi concluído às 0h10 desta quinta-feira, após 15 minutos de operação.

Chile: veja momento em que 1º mineiro chega à superfície:

Graças à habilidade em lidar com situações críticas, à juventude e à experiência na mina (trabalha no setor há 8 anos), ele foi escolhido como o primeiro a subir por meio da cápsula. Ávalos, que não gosta de aparecer, trabalhou gravando a maioria dos vídeos difundidos do interior da mina. Na mina, ele estava preso com seu irmão Renán e o cunhado Osman Araya.

Ao sair da cápsula, Ávalos foi recebido sob aplausos e gritos. A primeira pessoa que abraçou foi seu jovem filho Byron, de 7 anos, que já chorava antes da chegada do pai. Depois do longo abraço no filho, ele pôde rever sua mulher, Mónica. Ele também cumprimentou o presidente Sebastián Piñera e funcionários do governo.

As luzes do acampamento não foram apagadas como era previsto para não causar danos aos olhos dos resgatados, desacostumados à luz solar depois de mais de dois meses sob fraca luminosidade. Florencio usava óculos escuros, e foi colocado em uma maca e levado ao hospital de campanha montado no local.

Antes da subida, o socorrista Manuel González começou a descer até a mina às 23h19 e, 16 minutos depois, chegou ao local para ajudar os mineros no retorno através da cápsula. O especialista preparou a subida de Florencio, que começou às 23h55.

O chefe da equipe de resgate, André Sougarret, disse que, apesar de os testes terem sido bem-sucedidos, "sempre há um risco ao transportar pessoas em um sistema vertical".

Pouco após o encontro com os familiares, os mineiros serão levados de helicóptero para o hospital de Copiapó, onde as janelas foram cobertas para que o sol não prejudique a visão dos mineiros.

Segundo Piñera, as operações de resgate podem durar entre 24 e 48 horas. O presidente da Bolívia, Evo Morales, também deve comparecer ao local para celebrar o retorno de Carlos Mamani, mineiro boliviano e o único estrangeiro entre os chilenos.

Na sequência serão resgatados Mario Sepúlveda, Juan Illanes Palma e o boliviano Carlos Mamani. Florencio, casado e com dois filhos, é o capataz da mina e segundo em hierarquia depois do chefe de turno, Luis Urzúa, que será o último a ser resgatado. Ele tem 54 anos e desmpenhou um papel crucial nos primeiros dias que sucederam o acidente, quando o grupo teve de racionar comida para sobreviver.

Desmoronamento

Em 5 de agosto, um desmoronamento na mina San José, em Copiapó, deixou 33 trabalhadores presos em uma galeria a quase 700 m de profundidade. Após 17 dias, as equipes de resgate conseguiram contato com o grupo e descobriram que estavam todos vivos por meio de um bilhete enviado à superfície. A partir daí, começou a operação para retirá-los da mina em segurança.

A escavação do duto que alcançou os mineiros durou 33 dias. O processo terminou no sábado, quando os martelos das perfuradoras chegaram até o abrigo onde eles estavam. Concluída esta etapa, as equipes de resgate decidiram revestir o duto - ainda que parcialmente - para aumentar a segurança antes de retirá-los. Este trabalho terminou no domingo pela manhã.

Depois de muitos testes, o esforço final de resgate teve início às 23h19 de terça-feira, 12 de outubro, quando a cápsula desceu pela primeira vez ao refúgio dos mineiros carregando o socorrista Manuel González - e durou menos de 24 horas. Os trabalhos terminaram às 21h55 da quarta-feira, dia 13. A missão durou pouco menos da metade do tempo estimado pelas autoridades, que era de 48 horas.

Os trabalhadores foram içados dentro da cápsula Fênix II, que tem 53 cm de diâmetro. Durante todo o percurso de subida, eles tinham suas condições de saúde monitoradas, usaram tubos de oxigênio e se comunicaram com as equipes da superfície por meio de microfones instalados nos capacetes.

Com informações de agências.

Fonte: Redação Terra
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