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América Latina

Cruz Vermelha desbloqueia fundo especial para ajudar Chile

28 fev 2010 - 07h41
(atualizado às 08h17)
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A Federação Internacional da Cruz Vermelha desbloqueou neste domingo 205 mil euros (R$ 505 mil) de seus fundos de urgência para serem usados nas operações de resgate no Chile, atingido por um forte terremoto no sábado. O número de mortos devido ao terremoto que assolou as regiões central e sul do Chile já supera 300, segundo o Escritório Nacional de Emergência (Onemi).

Homem se desespera abraçado ao filho, após terremoto em Concepcion
Homem se desespera abraçado ao filho, após terremoto em Concepcion
Foto: AP

As réplicas seguem sendo sentidas em território chileno e muitas linhas de comunicação estão cortadas. A Cruz Vermelha chilena conta com 29 comitês na região de Bío-Bío e 14 na de Maule, as duas zonas mais prejudicas pelo tremor.

Além do desbloqueio de fundos, a Cruz Vermelha lançou um alerta de mobilização eventual para suas unidades de intervenção regional, às equipes de resposta urgente e às equipes de avaliação e coordenação. Uma equipe de especialistas da Unidade de Resposta Pan-americana da Cruz Vermelha, com base no Panamá, está pronta para ir ao Chile quando for necessário.

Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos pode passar de 300, e o número de afetados, de 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago foi fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

Com informações da Reuters, EFE e 20 minutos.es

EFE   
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