Bolívia celebra dentro e fora do país o ano novo-aymara 5519

17 jun 2011
14h56 atualizado às 15h07
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O governo boliviano ordenou a todas as suas embaixadas festejar na próxima terça-feira, dia 21 de junho, o ano-novo Aymara 5519 e, com o mesmo objetivo, mobilizará o gabinete de ministros por todo o país para celebrações públicas, informou nesta sexta-feira uma fonte oficial.

"Estamos tornando o 21 de junho um dia nacional de revalorização cultural e recuperação de locais cerimoniais, os 20 ministros estarão em todo o território nacional", afirmou a rádios locais o vice-ministro de Descolonização, Féliz Cárdenas, principal organizador.

O presidente Evo Morales, da etnia aymara, estará presente no Forte de Samaipata, no departamento de Santa Cruz (leste), um complexo arqueológico dos indígenas guaranis e declarado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1998.

O chanceler David Choquehuanca, também aymara, estará no complexo religioso de Tiwanaku, 60 km a leste de La Paz, onde "também estão previstos vários atos" culturais, afirmou Cárdenas, acrescentando que todos os "ministros estarão em centros cerimoniais em todo o país".

Na Bolívia, há 36 povos aborígenes que representam ao menos 50% dos 10 milhões de habitantes, segundo dados oficiais.

"Em nível internacional, prevê-se que todas as embaixadas, missões e representações da Bolívia no mundo organizam no dia 21 de junho 'acullicos' (mastigações) em defesa da folha de coca e conferências, além de outras atividades" para marcar o Ano Novo Aymara, disse o vice-ministro.

O poder Executivo ameaçou escritórios públicos e privados das regiões opositoras de Llanos (leste), Chaco (sul) e Amazonía (norte e nordeste) com sanções, caso não celebrem o ano-novo Aymara, que, por decreto oficial, é feriado nacional.

Os aymaras acreditam que no dia 21 de junho terá início o ano 5519, com base em cálculos pouco ortodoxos. Creem que cinco ciclos de 1000 anos terminaram com o início da invasão espanhola em 1492.

O governo promove festividades culturais religiosas dos povos, principalmente dos aymaras, desde a posse de Morales, o primeiro indígena a chegar à presidência desde a fundação da Bolívia, em 1825.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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